Guia de Apostas para o Campeonato Paulista de Basquete Masculino 2018







 

Colaborador: Lucas Theodoro

No próximo final de semana, dia 28 de julho, começa o Campeonato Paulista de Basquete Masculino, organizado pela FPB (Federação Paulista de Basketball) e considerado o estadual mais forte da modalidade, tendo diversas equipes tradicionais e que também fazem parte do NBB, a elite do basquete brasileiro.

O Campeonato se iniciou em 1932 e seu primeiro campeão foi o Palestra Itália, a competição sobre alguns períodos de parada entre 1941 à 1946, 1948 à 1950, mas desde de 1957 ocorre regularmente.
O maior campeão é o Corinthians, com 14 títulos, seguido por Franca com 11 títulos e atual vice-campeã.

O atual campeão é o Paulistano, que conquistou seu primeiro título após três vice-campeonatos.





Por contar com equipes de alto investimento expectativa é de que tenhamos um torneio bem nivelado este ano, e o fato de as equipes mais tradicionais do país estarem inscritas no Paulista tornam esta competição um grande atrativo para este início de temporada.
Uma notícia para quem pretende acompanhar o torneio é que, segundo os organizadores, todos os jogos da competição devem ser transmitidos pelo canal FPBTV no YouTube.

 

Fórmula do campeonato:

10 clubes participam da competição.

O campeonato será disputado em duas fases: Fase de Classificação e Fase de Playoffs.

Fase de Classificação:

-As 10 equipes jogam entre si em turno e returno, contabilizando 18 partidas para cada.

-As duas melhores equipes se classificam automaticamente para as semifinais do torneio.

-Os times que terminarem entre a 3ª e 6ª posição avançam as quartas de final.

Fase de Playoffs:

-Os playoffs começam em setembro com a disputa das quartas de final, que será disputada em partida única, com mando de quadra favorável à equipe de melhor campanha na fase de classificação. No “Jogo 1” O terceiro colocado enfrenta o sexto, enquanto no “Jogo 2” o quarto enfrenta o quinto.

-As semifinais serão disputadas em melhor de três partidas, onde o primeiro colocado da fase de classificação enfrenta o vencedor do “Jogo 2” das quartas, e o segundo colocado enfrenta o vencedor do “Jogo 1”.

-A grande final também será disputada em melhor de três partidas e o mando de quadra favorecerá à equipe de melhor campanha geral, incluindo os jogos dos playoffs e será declarada campeã a equipe de obter duas vitórias na série.

Equipes participantes:

  • América
  •  Bauru
  •  Corinthians
  •  Franca
  •  Liga Sorocabana
  •  Mogi das Cruzes
  •  Osasco
  •  Paulistano
  •  Pinheiros
  •  São José


AMÉRICA

Na contramão do alto poder aquisitivo de seus concorrentes, o América de São José do Rio Preto tenta se firmar na elite paulista após disputar a divisão de acesso algumas vezes.

Apesar de possuir um elenco mais modesto em relação a seus concorrentes, o América vem se preparando há mais de 50 dias para o estadual e busca surpreender as grandes equipes, já que os times que disputam o NBB apresentaram seus elencos há poucas semanas atrás e podem ser prejudicados pela falta de ritmo e entrosamento no início do torneio.

Mesmo com o pouco investimento da equipe de Rio Preto, chegaram o pivô João Miguel, o ala-armador Felipe Taddei, o ala-pivô Ygor e o armador David Brito, além de alguns outros jogadores, incluindo alguns estrangeiros que podem alavancar a competitividade do plantel rio-pretense, por mais dura que seja a concorrência com os outros times.


BAURU 



 


Campeão do NBB em 2016, o Bauru é uma das equipes mais tradicionais deste estadual e se movimentou bastante durante a janela de transferências, anunciando 8 contratações neste período, com destaque para o experiente armador Larry Taylor que retorna ao Bauru após três temporadas no Mogi das Cruzes.

Além do alienígena, como é carinhosamente chamado Larry Taylor, também chegaram: Cauê Verzola, Enzo Ruiz, Gustavo Basilio, Jefferson, Marcão, Lucas Mariano e Renato Scholz, que veio para suprir a ausência do jovem destaque Gabriel Jaú, que se lesionou em sua estadia na seleção brasileira e foi cortado do estadual, sendo uma ausência importante para o clube.

Outros nomes de destaque como Gui Santos e Alex Garcia permanecem na equipe bauruense, que esteve presente em três finais do campeonato paulista nos últimos cinco anos e se depender do peso de sua camisa ou do fanatismo de seu torcedor, o Bauru Basket tem tudo para voltar a fazer ótima campanha em 2018.

Corinthians

A força e tradição esportiva do Corinthians dispensa comentários a nível nacional e apesar de obter maior destaque com seu time de futebol, o alvinegro é dono do posto de maior campeão paulista de basquete, com 14 títulos em sua história e após longos anos longe das quadras, o Corinthians voltou a ter uma equipe profissional na modalidade.

E chegam embalados após conquistarem o título da Liga Ouro assim como o acesso à próxima edição do NBB.

A equipe treinada por Bruno Savignani renovou com alguns nomes que fizeram parte da grande campanha na Liga Ouro, sendo eles Gustavinho, Abner e Humberto. Mas também abriram os cofres e anunciaram um pacotão de reforços para essa temporada, com as chegadas de jogadores estrangeiros e até de seleção brasileira, com destaque para Teichmann, um dos grandes nomes da equipe do Minas na temporada passada, Mauricio Aguiar que além de muita experiência também possui grande rodagem internacional e até passagem pela seleção de seu país, além de Ricardo Fischer que retorna ao basquete brasileiro e chega com pompas de grande contratação da equipe alvinegra, com títulos internacionais e passagens pela seleção brasileira em seu currículo.

O elenco do Corinthians é bem interessante, e pode se mostrar muito competitivo, tanto pela qualidade de seus atletas quanto pela sua torcida fanática, mas a princípio é um time montado para brigar pelo meio da tabela e quem sabe surpreender alguém nos playoffs.
 

FRANCA 



 


O Franca é uma equipe de muita tradição e é o segundo maior campeão estadual paulista com 11 títulos em sua história, mas não levanta o troféu desde 2007 e amarga o vice campeonato do torneio no ano passado.

Treinados por Lula Ferreira, o time francano foi o grande nome do basquete brasileiro neste período de transferências devido a uma forte parceria com o SESI e venceram a maioria das quedas de braço contra os outros clubes nos bastidores, pinçando vários nomes que de destaque no cenário atual, como Lucas Dias, campeão do NBB e melhor jogador do Paulistano na última temporada.

Além dele também chegaram até agora os pivôs Big e Rafael Hettsheimeir (eleito melhor pivô da última edição do NBB), os alas André Goes e Jimmy, além dos armadores Elinho e David Jackson (MVP do NBB na temporada de 2013/14).

Com tantas modificações em seu elenco, é natural que o Franca sinta alguma dificuldade em relação a entrosamento ou encaixe perfeito da equipe no início. Entretanto, a tendência é que devido à enorme qualidade de seu elenco e ao altíssimo investimento na formação de sua equipe, o Franca entre na competição como um dos principais candidatos ao título.

LIGA SOROCABANA



 

Após péssima campanha no NBB, onde somou apenas três vitórias em 25 partidas que culminaram em seu rebaixamento à Liga Ouro e também na perda de seu principal patrocinador e com isso a sua preparação para a temporada 2018/17 ficou comprometida.

Entretanto, a “LSB não para”, como diz seu slogan nas redes sociais e a equipe manteve alguns jogadores da temporada passada, entre eles estão Lucas Maciel e o experiente Drudi, além do norte-americano Dontrell Brite, destaque da equipe no NBB com média de 11 pontos no torneio e ainda contratou outro norte-americano, caso de Evan Zabriski, que disputou a última NCAA e foi muito elogiado pelo técnico Rinaldo Rodrigues.

Apesar de ter alguns jogadores bem experientes, este elenco da Liga Sorocabana é marcado pela pouca idade dos jogadores de seu elenco, onde alguns vieram da categoria de base e outros foram pinçados de outras equipes menores do estado para compor o elenco da LSB.

O principal objetivo da equipe é tentar uma vaga nos playoffs, porém, com um elenco inexperiente e de jogadores pouco conhecidos, a LSB deve figurar mesmo é na parte de baixo da tabela se levarmos em consideração a grande concorrência no campeonato paulista.

MOGI DAS CRUZES

Depois de excelente de temporada que lhe rendeu o vice-campeonato no NBB, o Mogi das Cruzes sofreu um pequeno desmanche e precisará lidar com a renovação de seu elenco para essa temporada e também com a saída de jogadores muito importantes, como o armador Larry Taylor e os alas Jimmy e Tyrone.

Após renovar com o técnico Guerrinha e com o restante do elenco, o Mogi apresentou também se reforçou bastante com os armadores Arthur Pecos e Cafferata, os ala Gui Deodato, o ala-pivô Gruber, e aos pivôs João Pedro e JP Batista.

É inegável que com as saídas de jogadores experientes e titulares o Mogi pode apresentar alguns problemas em relação a entrosamento e encaixe da equipe, porém, o clube também fez um grande trabalho nos bastidores e manteve seu plantel bastante competitivo, com ótimas contratações e as manutenções pontuais de Shamell e Filipin. Dessa forma, o time mogiano deve brigar pelas primeiras posições mais uma vez.

OSASCO


 

Comandados pelo experiente técnico Enio Vecchi, ex-seleção Brasileira, o Osasco disputará a divisão especial do estadual de basquete pelo quarto ano consecutivo e chega animado para a competição, na posição de franco atirador para repetir as boas campanhas que fez nas edições anteriores, onde alcançou a fase de playoffs em todas as três temporadas em que disputou o campeonato paulista.

O clube, assim como alguns de seus rivais, anunciou um pacotão de reforços para a temporada 2018/19 com alguns nomes conhecidos e outros nem tanto. No total foram 10 contratações, além da manutenção do armador Thiago Aleo, capitão da equipe em 2017.

As contratações foram: Robinho (ex-Corinthians) e Vinícius de França (ex-Palmeiras), os alas/armadores Thiaguinho (ex-Franca), Gegê (ex-Pinheiros) e Souza (ex-América-SP), os alas Lelê (ex-Flamengo) e Castellon (ex-Macaé), o ala/pivô Kleiton (ex-Brusque) e os pivôs Tom (ex-Londrina) e Matheus (ex-Macaé).

Com um trabalho interno elogiável, o Osasco tem condições de surpreender neste campeonato assim como tem feito nos últimos anos, porém, a exemplo das temporadas anteriores o time osasquense não é cotado para figurar na parte de cima na tabela e deve apostar em seu mando de quadra e no vigor físico para somar os pontos necessários para brigar pelas últimas vagas nos playoffs

PAULISTANO

O Paulistano vem com moral para defender seu título paulista conquistado em 2017, que foi seu primeiro e único até agora.

O clube da capital fez uma temporada brilhante, e também se sagrou campeão do NBB encantando o basquete nacional com seu estilo de jogo muito parecido com o do badalado Golden State Warriors da NBA, com ataques contundentes e rápidos baseados em muitas bolas de três.

Entretanto, a saída do técnico Gustavo de Conti para o Flamengo e a chegada de Régis Marrelli (ex-Vitoria) como novo comandante do time põe em xeque a manutenção desse estilo de jogo ousado, principalmente com a saída de Lucas Dias, um dos principais nomes da campanha vitoriosa.

Com saídas importantes, o Paulistano foi ao mercado e buscou montar um elenco jovem, competitivo e veloz para manter um pouco de suas características, e entre jogadores mantidos e os recém-chegados o Paulistano fechou seu elenco com os armadores Yago Mateus e Georginho, o ala/armador norte-americano Evan Roquemore, os alas Antonio, Eddy e Léo Meindl, os alas/pivôs Renan Lenz, Victão e Du Sommer, e os pivôs Guilherme Hubner e Dikembe.

Com uma equipe muito forte o Paulistano chega com tudo para defender o posto de melhor equipe brasileira da última temporada e deve lutar pelas primeiras posições do campeonato na tentativa do bicampeonato.

PINHEIROS

Comandados pelo estudioso César Guidetti, o Pinheiros chega para essa temporada com um elenco teoricamente abaixo de seus concorrentes, principalmente com a perda de Gui Bento, ala da seleção brasileira e uma das revelações do basquete atual.

No entanto, a equipe tenta manter o nível competitivo e para isto se reforçou com alguns nomes conhecidos, como Renato Carbonari, Dawkins, Isaac e Betinho, apostando na grande mescla entre a experiência dos recém-chegados com a juventude dos jogadores da base que terão mais oportunidades este ano.

Em relação ao elenco da temporada passada, o Pinheiros manteve os norte-americanos Corderro Bennett e Chris Ware, além do experiente pivô Marcus Toledo e do jovem armador Felipe Ruivo, que tem se destacado bastante e participa do sul-americano sub-21 com a seleção brasileira.

A montagem do elenco, segundo o clube, foi bastante criteriosa buscando o “encaixe perfeito” da equipe, com a ajuda do CIAA – Centro Integrado de Apoio ao Atleta -, que levou em consideração aspectos físicos, táticos, técnicos e psicológicos.

Com certa tradição no estado, o Pinheiros frequenta constantemente a elite do basquete brasileiro e faz campanhas consistentes. O clube já alcançou três finais do campeonato paulista na última década, e se sagrou campeão em 2011 em seu primeiro e único título.

Apesar de seu elenco não estar entre os mais badalados, o Pinheiros pode apresentar um bom encaixe de sua equipe e surpreender no estadual, e por mais que o título seja algo bem improvável o Pinheiros desponta como um candidato aos playoffs.

 

SÃO JOSÉ

Com muita tradição no basquete, o time de São José dos Campos disputava o NBB e fazia grandes campeonatos estaduais quando foi surpreendido pela perda de patrocínios que o fizeram fechar as portas por alguns anos.

Na temporada passada o time do Vale do Paraíba fez grande campanha na Liga Ouro onde perdeu a final do torneio para o Corinthians e conquistou seu acesso à elite junto com os alvinegros. No entanto, após novo impasse o São José chegou a anunciar que não disputaria o Paulista e nem mesmo o NBB (que segue indefinido), mas com uma pressão enorme por parte de seus torcedores a equipe agiu de última hora e realizou sua inscrição no estadual mesmo após o prazo limite.

Com tantos problemas nos bastidores, a equipe treinada por Paulo César Jaú montou seu elenco às pressas e terá menos de 10 dias para se preparar para sua estreia na competição.
O São José aposta em muitos jogadores jovens vindos da base, onde tem grande investimento, mas também conta com alguns nomes experientes como Marcio Dornelles, Pedro Teruel, Guilherme Schneider e Daniel Alemão.

A equipe joseense já tem cinco títulos estaduais em sua história, sendo três deles conquistados nos últimos 9 anos, porém, o período de portas fechadas, o baixíssimo orçamento da equipe a falta de planejamento para a atual temporada são alguns grandes obstáculos para o clube realizar boa campanha este ano, até pelo curto tempo de preparação que seu elenco teve.

Por contar com uma torcida fanática e uma camisa de peso, o São José pode até alcançar os playoffs mas dificilmente brigará com as grandes equipes pelas primeiras colocações.




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