MLB Previews 2020: Arizona Diamondbacks





18/05/2020

Arizona Diamondbacks

Campanha no ano passado: 85-77 (2° na divisão West da Liga Nacional) 

Assim como em 2018, os Diamondbacks terminaram a temporada com um recorde positivo, mas não foram aos playoffs, ficando atrás dos Los Angeles Dodgers na divisão West e de Natioanals e Brewers na disputa por vaga no através do Wild Card. A equipe estava na disputa até o início de setembro, mas uma sequência de seis derrotas consecutivas afastou o time, que terminou com 4 vitórias a menos do que os Brewers, que ficaram com a 2° vaga do Wild Card. 

Quem Saiu: Wilmer Flores (2B, Giants), Alex Avila (C, Twins), Matt Andriese (RP, Angels), Taijuan Walker (SP, Mariners), Jarrod Dyson (CF, Pirates), Yoshihisa Hirano (RP, Mariners), Steven Souza (RF, Cubs) e Ricky Nolasco (SP). 

Quem Chegou: Madison Bumgarner (SP, Giants), Starling Marte (CF, Pirates), Kole Calhoun (RF, Angels), Hector Rondon (RP, Astros), Stephen Vogt (C, Giants) e Junior Guerra (RP, Brewers).

Os Diamondbacks foram competitivos nos dois últimos anos, mas não chegaram aos playoffs em nenhum deles. Buscando melhorar a equipe e tornar o time um competidor real, o GM Mike Hazen fez grandes investimentos na offseason, trazendo Madison Bumgarner, que teve uma grande carreira pelos San Francisco Giants, rivais de divisão dos Diamondbacks e Starling Marte, que foi um rebatedor acima da média nos Pirates nos últimos anos. Também vieram reforços para o bullpen, com as chegadas de Hector Rondon e Junior Guerra, enquanto que além de Marte, o ataque ganhou Kole Calhoun e Stephen Vogt.

Rotação 

A rotação foi mediana na última temporada, a equipe recebeu produção de elite de Zack Greinke antes de troca-lo para os Astros, mas o grupo não teve grande queda de performance após a saída de Greinke, com a chegada de Zac Gallen mantendo a produção estável. A equipe sofreu com partidas ruins de Taylor Clarke e muitas abaixo da média de Merrill Kelly, mas ambos não são mais considerados parte da rotação, que agora terá o reforço de Madison Bumgarner, principal adição do time na última offseason, além de um saudável Luke Weaver. Robbie Ray, que espera ter melhores performances esse ano, um estável Mike Leake e Zac Gallen completam a rotação de Arizona.

Madison Bumgarner (LHP, 9-9 W/L e ERA 3.90 em 2019)

Três vezes campeão da World Series pelos San Francisco Giants, Madison Bumgarner foi uma das maiores adições dos Diamondbacks na offseason e chega para assumir o posto de ace da equipe. Bumgarner tem um excelente cutter em seu repertorio de arremessos e um controle de elite, com média de apenas 2.08 walks a cada 9.0 IP em sua carreira, o arremessador tende a limitar hits, com BABIP .284 na carreira, mas Bumgarner tem mostrado sinais de declínio nos últimos anos, induzindo menos groundballs e se tornando propicio a ceder home runs, com média de 1.30 home runs permitidos a cada 9.0 IP na última temporada. Bumgarner ainda domina rebatedores canhotos, que foram responsáveis por apenas 4 dos 30 home runs cedidos pelo pitcher no ano passado, mas o arremessador tinha tendência a se sair melhor no Oracle Park do que fora e é necessário ver como ele lidará com isso agora que não atua mais pelos Giants. No Oracle Park, Bumgarner postou ERA 2.72 na carreira e 2.93 na última temporada, em comparação com 3.53 nos jogos fora na carreira e 5.29 no ano passado. 

Robbie Ray (LHP, 12-8 W/L e ERA 4.34 em 2019)

Ray permitiu muitos home runs na reta final da última temporada, o que elevou seu ERA, mas ele ainda teve uma temporada sólida, mantendo uma forte taxa de 12.13 strikeouts a cada 9.0 IP. O arremessador utiliza uma combinação de bola rápida e slider e costuma ser dominante contra rebatedores canhotos, que no passado, tiveram linha de apenas: 209/271/373 (AVG/OBP/SLG) contra ele. O grande problema de Ray é controle, com o pitcher tendo média de 4.05 walks cedidos a cada 9.0 IP na carreira. Antes da paralização do Spring Trainning por conta da pandemia do Covid-19, o arremessador vinha trabalhando em uma nova mecânica para corrigir seus problemas de controle e vinha progredindo bem, no que é possível que Ray se saia bem melhor nessa temporada do que foi na última. 

Mike Leake (RHP, 12-11 W/L e ERA 4.29 em 2019)

Veterano, Leake começou a última temporada nos Seattle Mariners e depois foi trocado para os Diamondbacks. O arremessador sofreu bastante com home runs na última temporada, permitindo média de 1.87 a cada 9.0 IP, mas conseguiu limitar hits e acabou com um ERA decente e bastante próximo ao ERA de sua carreira, 4.05. Leake não tem grande velocidade em seus arremessos, com nenhum de seus arremessos atingindo mais de 90mph, mas o arremessador tem controle de elite e sua combinação de cutter e sinker costuma funcionar bem. Leake tende a se sair melhor contra rebatedores destros e sua divisão de desempenho foi mais acentuada no ano passado, com o arremessador tendo muitos problemas contra rebatedores canhotos, que tiveram linha de: 296/340/507 (AVG/OBP/SLG) contra ele. Historicamente, o arremessador é mais efetivo nos primeiros meses da temporada, tendo tendência de cair de produção na reta final, Leake tem ERA 3.78 na carreira antes do All-Star Game e 4.49 na segunda metade de temporada. 

Luke Weaver (RHP, 4-3 W/L e ERA 2.94 em 2019)

Weaver tem sofrido com lesões em sua carreira e após ter começado bem em 2019, sua primeira temporada com os Diamondbacks, o arremessador se machucou após 11 começos, retornando apenas em setembro, quando arremessou 2.0 IP de uma partida. Enquanto esteve em campo, Weaver mostrou ajustes interessantes, passando a utilizar um cutter em seu repertorio de arremessos, o que fez com que ele melhorasse de desempenho contra rebatedores canhotos, que conseguiram linha de apenas: 225/286/326 (AVG/OBP/SLG) contra ele no ano passado. O arremessador também mostrou melhorias em seu controle, cedendo média de apenas 1.96 walks a cada 9.0 IP. 

Zac Gallen (RHP, 3-6 W/L e ERA 2.81 em 2019)

Galllen atuou por duas equipes em sua temporada de calouro, sendo trocado dos Marlins para os Diamondbacks. O arremessador postou um excelente ERA de 2.81 ao longo de 15 começos em seu primeiro ano na liga e foi capaz de sustentar uma média de 10.80 strikeouts a cada 9.0 IP, com uma excelente combinação de: bola rápida, changeup e curveball. Apesar de ter tido ótimas performances no ano passado, Gallen também mostrou alguns problemas, que podem limitar a sua produção esse ano. Flyballer, o arremessador dificilmente sustentará uma média de apenas 0.90 home runs cedidos a cada 9.0 IP como na última temporada e seu ERA foi sustentado por um LOB 83,7%, bastante propicio a regredir. O principal problema de Gallen é o controle, o pitcher cedeu média de 4.05 walks a cada 9.0 IP em 2019, média incompatível com um ERA tão baixo. 

Ataque 

O ataque caiu de produção durante a segunda metade da última temporada e terminou o ano com números de acordo com a média da liga, com o time anotando média de 5,0 corridas por jogo e tendo linha de: 252/323/434 (AVG/OBP/SLG). A produção dos cantos do campo externo foi especialmente fraca no ano passado, com Jarrod Dyson e Adam Jones produzindo pouco e o time buscou corrigir essas fraquezas, trazendo dois novos titulares para o campo externo, Starling Marte e Kole Calhoun.

Ketel Marte foi o principal rebatedor da equipe no ano passado e foi candidato a MVP da Liga Nacional, com 32 home runs e linha de: 329/389/592 (AVG/OBP/SLG), Marte deve regredir um pouco, já que parte de sua produção foi atrelada a um BABIP .342, mas deve se manter como o rebatedor de referência da equipe e um dos melhores leadoffs da MLB. Seguindo Ketel Marte no lineup, a equipe agora terá Starling Marte ex-Pirates, rebatedor sólido e que também é ameaça de velocidade nas bases, tendo conseguido ao menos 20 roubos de base em cada uma das últimas sete temporadas. 

A equipe tem vários outros pontos interessantes em termos de produção, como Eduardo Escobar, que rebateu 35 home runs na última temporada e Kole Calhoun, que é novidade no time e no ano passado rebateu 33 home runs pelos Angels. Christian Walker e Carson Kelly são rebatedores jovens e se estabeleceram como titulares durante a última temporada e Nick Ahmed progrediu no bastão ao longo dos anos. 

A profundidade é boa e o banco formado por: Stephen Vogt, Jake Lamb, Tim Locastro, Ildemaro Vargas e Josh Rojas, deve ser capaz de substituir os titulares em um bom nível quando necessário. 

O ataque deve manter um bom nível contra arremessadores canhotos, ainda que: Starling Marte, Kole Calhoun e David Peralta caiam bastante de produção nessa situação. Ketel Marte e Eduardo Escobar são rebatedores ambidestro e ambos mantém forte produção contra LHPs, enquanto que: Nick Ahmed e Carson Kelly se saem melhores rebatendo canhotos. Ildemaro Vargas também se torna uma opção interessante para quando a equipe for enfrentar LHPs, tendo se saído muito bem em amostragem limitada no ano passado. 

Bullpen

O bullpen teve problemas no início da última temporada, com Zack Godley e Yoshihisa Hirano tendo performances ruins e com o closer Greg Holland tendo panes de controle e somando blown saves até ser retirado da função. A unidade porém, melhorou bastante após o All-Star Game, com Archie Bradley se torando o closer da equipe e tendo uma brilhante segunda metade de temporada, com ERA 1.71 ao longo de 31.2 IP e Matt Andriese, T.J. McFarland e Kevin Ginkel também aparecendo bem. 

Bradley se mantém no papel de closer, mas apesar do excelente ERA, ele teve algumas panes de controle no último ano, o que pode fazer com que seja instável nessa função. O restante da unidade foi reformulado e: Zack Godley, Yoshihisa Hirano, Greg Holland, Matt Andriese e T.J. McFarland não estão mais com a equipe. 

Junior Guerra e Hector Rondon chegaram ao time na última offseason e estão vindo de uma boa temporada, mas ambos tiveram o ERA atrelado a um baixo BABIP e podem sofrer alguma regressão nesse ano. 

O restante da unidade é formado por jogadores que já estavam na equipe, como: Andrew Chafin, Yoan Lopez, Kevin Ginkel e Stefan Crichton. Lopez tem problemas com home runs e no ano passado, apresentou uma grande queda em sua taxa de strikeouts, podendo ser um ponto fraco da unidade esse ano, mas Chafin é estável e esteve bem em 2019 e Ginkel e Crichton apareceram bem na reta final da temporada após a expansão dos rosters. 

Defesa 

Os Diamondbacks tiveram uma defesa de elite em 2019, com 112 corridas salvas pela métrica de DRS, 2° melhor marca da liga e com vários defensores talentosos no time, o setor deve permanecer forte. 

No campo interno, a formação é bastante parecida com a que a equipe teve no último ano, com Ketel Marte agora sendo fixado na 2B para que o recém chegado Starling Marte assuma o campo central e com Eduardo Escobar e Christian Walker sendo defensores sólidos na 3B e 1B respectivamente. O grande destaque defensivo da equipe é o shortstop Nick Ahmed, vencedor do prêmio Golden Glove na posição nas duas últimas temporadas. 

No campo externo, é esperado que a defesa piore um pouco, já que Starling Marte vem de péssima temporada na parte defensiva atuando como center fielder pelos Pirates e Jarrod Dyson, que jogou defesa acima da média para os Diamondbacks no ano passado, tanto como CF quanto como RF, não está mais na equipe. Nos cantos, Kole Calhoun e David Peralta são bons defensores, mas Tim Locastro é um substituto abaixo da média nas três posições do campo externo. 

A posição de catcher também deve sofrer uma queda de produção após as saídas de: Alex Avila e John Ryan Murphy, dois bons defensores. Carson Kelly é um defensor mediano na posição, mas o novo backup, Stephen Vogt, é péssimo como defensor.

O que esperar dos Diamondbacks nessa temporada? 

Os Diamondbacks fizeram duas adições de impacto na última offseason, com as chegadas de Madison Bumgarner e Starling Marte e eles já eram um bom time na última temporada. O ataque deve ser forte com as adições de Marte e Calhoun e alguns jogadores jovens do time tendem a continuar progredindo, enquanto que a rotação é decente nos cinco pontos e os arremessadores devem se beneficiar da forte defesa da equipe. O bullpen me parece o setor mais preocupante, mas não é ruim a ponto de fazer com que os Diamondbacks não sejam um candidato aos playoffs e eles devem ser competitivos novamente. 

Como os apostadores devem abordar os Diamondbacks?

Acredito que o ataque dos Diamondbacks será forte, o que os tornará competitivos em muitas partidas, mas vejo o time tendo problemas no bullpen, o que pode fazer com que não valham tão a pena em termos de aposta, já que parte da rotação deve ser supervalorizada nas odds. Bumgarner é um grande nome, mas já vinha em declínio e as melhores oportunidades de aposta em jogos dele provavelmente irão surgir contra e Gallen é outro nome no qual os apostadores precisam ficar atentos para buscar valor em apostas contrárias, não porque seja um arremessador ruim, mas sim porque dificilmente manterá um ERA tão baixo quando o do ano passado, devendo passar por uma regressão. A favor, os melhores pontos de aposta de Arizona se concentram no meio da rotação, com: Ray, Leake e Weaver. Ray ainda consegue muitos strikeouts e deve ter performances melhores do que na última temporada, enquanto que Leake é bastante constante, o que faz com que seja fácil estimar sua produção e Weaver fez ajustes interessantes no ano passado e pode rapidamente, se tornar um dos melhores arremessadores da rotação dos Diamondbacks. 

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