MLB Previews 2020: Chicago Cubs





11/05/2020

Chicago Cubs

Campanha no ano passado: 84-78 (3° na divisão Central da Liga Nacional) 

Apesar de terem terminado com um recorde positivo pelo 5° ano consecutivo e de terem tido o 2° maior diferencial de corridas da divisão Central na Liga Nacional, a temporada de 2019 foi decepcionante para os Cubs, que ficaram fora da pós-temporada pela primeira vez desde 2014. O time sofreu um colapso em setembro, perdendo nove partidas consecutivas, o que colocou fim as chances da equipe de ir a pós-temporada e a decepcionante campanha, fez com que os Cubs não renovassem o contrato do manager Joe Maddon, que levou o time ao título da World Series de 2016 e que agora comandará os Los Angeles Angels. 

Quem Saiu: Nick Castellanos (RF, Reds), Cole Hamels (SP, Braves), Steve Cishek (RP, White Sox), Brandon Kintzler (RP, Marlins), Pedro Strop (RP, Reds), David Phelps (RP, Brewers), Kendall Graveman (SP, Mariners), Tony Kemp (2B, Athletics), Derek Holland (SP, Pirates), Ben Zobrist (2B), Addison Russell (SS), Brian Duensing (RP), Jonathan Lucroy (C) e Alex Wilson (RP). 

Quem Chegou: Steven Souza (RF, Diamondbacks), Jharel Cotton (SP, Athletics), Ryan Tepera (RP, Blue Jays), Daniel Winkler (RP, Giants), Casey Sadler (RP, Dodgers) e Travis Lakins (RP, Red Sox).

Com restrições orçamentarias impostas pelos proprietários, o presidente de operações Theo Epstein e o GM Jed Hoyer tiveram pouca margem de ação na offseason. A equipe teve as saídas de: Nick Castellanos e Cole Hamels, a aposentadoria de Ben Zobrist e a perda de vários relievers, entre eles: Steve Cishek, Brandon Kintzler, Pedro Strop e Brian Duensing. A principal novidade dos Cubs para essa temporada é o manager David Ross, que substituirá Joe Maddon, Ross foi campeão da World Series de 2016 pelos Cubs como catcher e agora comandará vários de seus ex companheiros de time. 

Rotação 

Os arremessadores da equipe foram bastante instáveis ano passado, mas no geral, a rotação esteve bem em 2019, com ERA conjunto de 4.18. Lester, Darvish, Hendricks e Quintana retornam para mais um ano, com apenas Cole Hamels deixando a equipe. A substituição para Hamels foi interna, com o time dando nova chance a Tyler Chatwood, que no ano passado, atuou como um reliever na maior parte da temporada. 

Jon Lester (LHP, 13-10 W/L e ERA 4.46 em 2019)

Aos 36 anos de idade, Jon Lester está em declínio e isso ficou evidente na segunda metade da última temporada, com o arremessador postando ERA 5.35 pós All-Star Game. Lester buscou alguns ajustes para contornar a perda de velocidade em seus arremessos, passando a utilizar um cutter como arremesso principal e também aumentando o uso de seu changeup, no entanto, o cutter foi menos efetivo na reta final da temporada e seu repertorio não funcionou bem como um todo, com Lester permitindo linha de: 322/377/492 (AVG/OBP/SLG) nos jogos pós All-Star Game. O arremessador tem induzido menos groundballs e rebatedores estão fazendo mais contato forte contra ele. Lester já vinha mostrando sinais de declínio nas quatro últimas temporadas, culminando com o ERA 4.46 no ano passado, o mais alto postado por ele desde a temporada 2012 quando atuava nos Red Sox e é pouco provável que Lester se saia melhor esse ano. 

Yu Darvish (RHP, 6-8 W/L e ERA 3.98 em 2019)

Darvish teve dois momentos distintos em termos de performance na última temporada. Antes de passar a utilizar o slider como seu arremesso principal, o pitcher teve problemas de controle e postou ERA 5.01 na primeira metade da temporada, já após o ajuste, Darvish se tornou um dos arremessadores mais dominantes da liga, com grande salto em sua taxa de strikeouts, controle de elite e ERA 2.76 pós All-Star Game. Inconsistente nos últimos anos, o arremessador parece ter voltado a sua forma de ace e provavelmente será o membro mais valioso da rotação dos Cubs. O arremessador porém, ainda mantém algumas divisões de desempenho relevantes, sendo historicamente pior em casa e tendo tendência a jogar melhor na segunda metade da temporada. O ajuste com o slider também torna ele propicio a sustentar uma divisão de desempenho contra rebatedores e isso ocorreu no ano passado, com Darvish permitindo linha de apenas: 181/266/352 (AVG/OBP/SLG) para rebatedores destros, enquanto que canhotos produziram linha de: 243/301/465 (AVG/OBP//SLG) e foram responsáveis por 19 dos 33 home runs cedidos pelo arremessador. 

Kyle Hendricks (RHP, 11-10 W/L e ERA 3.46 em 2019)

Hendricks perdeu um pouco de velocidade em seus arremessos na última temporada e seu sinker foi menos efetivo, fazendo com que ele induzisse menos groundballs. Ainda assim, o arremessador manteve um ERA inferior a 4.00 pelo 6° ano consecutivo e foi um dos arremessadores mais confiáveis da rotação dos Cubs. O pitcher tem uma eficácia comprovava em limitar hits, com BABIP .278 em 966.0 IP na carreira e cede pouquíssimos home runs, com média de apenas 0.88 home runs permitidos a cada 9.0 IP em sua carreira. Hendricks não possui divisões de desempenho contra rebatedores, com canhotos e destros tendo performances semelhantes contra ele, mas o arremessador tem sustentado duas divisões de desempenho que merecem atenção, sendo muito mais eficiente quando atua no Wirigley Field, onde possui ERA 2.61 na carreira em comparação com 3.70 nos jogos fora e a tendo a tendência de se sair melhor na segunda metade da temporada, com ERA 2.78 nos jogos pós All-Star Game na carreira e 3.52 nos meses anteriores ao evento. 

José Quintana (LHP, 13-9 W/L e ERA 4.68 em 2019)

Quintana perdeu velocidade em seus arremessos na última temporada, o que impactou bastante em seu desempenho, com sua bola rápida se tornando hittable e com o pitcher tendo dificuldades em situações com corredores em base. O arremessador não permite muitos home runs, mas também não possui uma alta relação K/BB, sendo dependente de manter um BABIP dentro da média para conseguir ser efetivo. Quintana ainda se saiu muito bem contra rebatedores canhotos na última temporada, limitando canhotos a uma linha de apenas: 253/277/347 (AVG/OBP/SLG), mas destros levaram muitos problemas ao arremessador, com linha de: 290/336/466 (AVG/OBP/SLG). Mesmo com a queda de velocidade em seus arremessos, Quintana tende a se sair melhor esse ano, já que é esperado que o BABIP .326 da última temporada regrida um pouco, mas o arremessador já não é mais tão efetivo quanto foi em seus primeiros anos de carreira pelos White Sox. 

Tyler Chatwood (RHP, 5-3 W/L e ERA 3.76 em 2019)

Chatwood teve pouco sucesso em sua primeira temporada nos Cubs em 2018, postando ERA 5.30 ao longo de 20 começos e por isso foi rebaixado ao bullpen, onde apareceu melhor na última temporada. Agora o arremessador terá uma nova chance na rotação dos Cubs, aparecendo como favorito a ocupar o 5° ponto, ausente após a saída de Cole Hamels. Chatwood trabalha com um conjunto de três bolas rápidas, variando com um curveball e um changeup, o arremessador induz uma alta taxa de groundballs e permite poucos home runs, mas seu controle é um grande problema, com Chatwood tendo média de 4,7 walks cedidos a cada 9.0 IP na carreira. O pitcher apresentou um controle um pouco melhor na segunda metade da última temporada e também teve ganho em sua taxa de strikeouts após passar a utilizar mais o seu curveball, com esse ajuste, é possível que Chatwood desempenhe um bom papel na rotação de Chicago. Historicamente, o arremessador é mais efetivo contra rebatedores destros e sofre contra canhotos e essa tendência ficou ainda mais forte na última temporada, com destros rebatendo apenas: 176/284/296 (AVG/OBP/SLG) contra ele, enquanto que canhotos produziram linha de: 306/393/430 (AVG/OBP/SLG). Chatwood tem uma divisão inversa de desempenho home/away, que anteriormente acreditava-se ser por conta do efeito Coors Field, mas que se manteve após ele trocar os Rockies pelos Cubs em 2018. No ano passado, o pitcher postou um ERA 4.15 no Wrigley Field, em comparação com 3.24 nos jogos fora, na carreira ele possui um ERA 5.19 em casa e 3.49 fora.  

Ataque 

O ataque esteve bem na última temporada, apesar de não figurar entre os melhores da liga, a equipe conseguiu 256 home runs e teve média de 5,0 corridas por jogo. A formação para esse ano é bastante parecida com a que os Cubs colocaram em campo em 2019, com Nicholas Castellanos sendo a única perda notável. 

Anthony Rizzo, Kris Bryant e Javier Baez são os principais pontos de produção do ataque de Chicago, com Willson Contreras também sendo um rebatedor bem estabelecido e Victor Caratini tendo surgido como uma opção viável como catcher ou 1B. 

Ian Happ e Kyle Schwarber evoluíram na última temporada, o que ajudou o ataque dos Cubs. Happ cortou sua taxa de strikeouts sofridos de 36,1% em 2018 para 25% em 2019 e teve ótimas performances na reta final, enquanto que Schwarber teve ganhos de potência, rebatendo 38 home runs e sustentando linha de: 250/339/531 (AVG/OBP/SLG). 

Nico Hoerner assumindo a 2B, é a principal novidade do ataque, mas o jogador não foi tão efetivo após receber o call-up na reta final da última temporada, com linha de: 282/305/436 (AVG/OBP/SLG) ao longo de 82 passagens no bastão, enquanto que Jason Heyward é o ponto fraco da formação titular do time, Heyward teve alguns bons momentos no início da última temporada, mas caiu bastante de produção na reta final e tem sido um rebatedor abaixo da média desde que assinou um contrato de U$184 milhões por 8 anos com os Cubs em 2016. 

Os Cubs tiveram dificuldade para produzir corridas contra arremessadores canhotos na última temporada e com a saída de Nicholas Castellanos, é possível que a equipe piore ainda mais de produção nesse quesito. Kris Bryant, Willson Contreras e Javier Baez mantém fortes produções contra LHPs e Anthony Rizzo tende a se sair bem mesmo sendo um rebatedor canhoto, mas: Ian Happ, Kyle Schwarber, David Bote e Jason Heyward, caem muito de produção quando enfrentam arremessadores canhotos, o que faz com que o ataque como um todo, seja fraco contra LHPs. 

Bullpen

Apesar de um ERA conjunto decente de 3.98 na unidade, o bullpen foi o setor mais problemático dos Cubs no ano passado, sendo marcado com 31 derrotas e 28 blown saves. A unidade passou por uma grande reformulação para essa temporada e Steve Cishek, Brandon Kintzler e Pedro Strop, três dos principais relievers do time no ano passado, deixaram a equipe, enquanto que Tyler Chatwood foi movido para a rotação. 

A reformulação porém, não necessariamente trará melhoras ao setor, o closer Craig Kimbrel teve péssimas performances após assinar com os Cubs na metade da última temporada e já vinha mostrando sinais de declínio nos anos anteriores. Kyle Ryan, Brad Wieck e Rowan Wick são as principais opções de relievers após Kimbrel, mas nenhum deles teve grande destaque na última temporada.   

Jeremy Jeffress e Dan Winkler, duas adições do time para essa temporada, estão vindo de um ano ruim. Jeffress postou ERA 5.02 ao longo de 52.0 IP pelos Brewers no ano passado e Winkler 4.98 em 21.2 IP pelos Braves. 

Defesa 

A exemplo do bullpen, a defesa também não teve um bom impacto nos Cubs em 2019, com o time terminando a temporada com -14 corridas salvas pela métrica de DRS. O setor porém, tem melhores perspectivas de melhora do que o bullpen para esse ano. 

Kyle Schwarber ainda deve ser um defensor abaixo da média no campo esquerdo, mas mostrou alguma evolução na posição no ano passado e com Ian Happ assumindo a titularidade no campo central, Jason Heyward retorna ao campo direito, onde foi 5 vezes ganhador do prêmio Golden Glove.     

Kris Bryant já teve bons anos como defensor na 3B e deve melhorar após ter tido -6 corrias salvas pela métrica de DRS na posição no ano passado e Nico Hoerner deve ser capaz de jogar defesa próxima a média na 2B. Anthony Rizzo é um defensor sólido na 1B e Javier Baez é um shortstop defensivo de elite e grande destaque do time na defesa, tendo salvo 26 corridas pela métrica de DRS na última temporada. 

A posição de catcher é o principal problema defensivo do time, Victor Caratini é decente como defensor, mas funciona como backup de Willson Contreras, que tem um bom braço e controla bem os corredores em base, mas que é um dos piores de sua posição em enquadramento de arremessos, o que tem um efeito considerável sobre os arremessadores da equipe. 

O que esperar dos Cubs nessa temporada? 

Pela formula de Pitágoras, levando em conta o diferencial de corridas da equipe, os Cubs deveriam ter ganho mais jogos no ano passado do que efetivamente venceram, mas o time não fez esforços para melhorar. O bullpen parece tão frágil quanto na última temporada, a rotação é envelhecida e o ataque, apesar de acima da média, não está entre os melhores da liga e tem dificuldades contra arremessadores canhotos. David Ross como manager pode dar um novo gás a um time que vinha desgastado desde o título de 2016, mas a equipe parece ter menos talento no elenco entrando nessa temporada e problemas semelhantes aos que teve no ano passado. 

Como os apostadores devem abordar os Cubs?

Os Cubs possuem alguns pontos claros para serem abordados nas apostas. O ataque tem muitos nomes de prestigio, o que leva os apostadores a assumirem que eles terão um forte ataque, mas a produção não deve ser grande quando a equipe enfrentar arremessadores canhotos e apostadores devem aproveitar esses confrontos para considerar uma aposta contra o time, que no ano passado, teve muitos problemas para anotar corridas nesses confrontos. Entre os arremessadores, Lester está em declínio e Quintana deve ter produção apenas mediana, mas ambos já não vinham sendo supervalorizados nas odds e pode ocorrer de serem boas opções a favor nos pontos certos. Hendricks é confiável, mas se saí melhor em casa e é possível que o Wrigley Field não seja palco de muitos jogos e Chatwood precisa de uma melhora em seu controle para ser uma boa opção de aposta. Darvish foi incrível na segunda metade da última temporada e se mantiver seus ajustes, pode ser um concorrente real ao prêmio de Cy Young, mas se o bullpen dos Cubs for problemático, então ele provavelmente não terá valor de aposta muitas vezes, já que os oddmakers detectaram a melhora do arremessador e devem colocar odds baixas em grande parte dos jogos iniciados por ele. 

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