A bola vai rolar para o Brasileirão Feminino Série A2 2020





14/03/2020


 

36 times começam a disputa por quatro vagas na elite da categoria em 2021.

A entrada de times tradicionais no futebol feminino, pela obrigatoriedade imposta por CBF e Conmebol, ajudou o nível técnico e de profissionalismo da categoria, que ainda sofre um pouco, mas demonstra evolução.

Nesta temporada, o Brasileirão Feminino da A2, a segunda divisão nacional, tem a entrada de outros times de camisa, alguns clássicos nacionais e a expectativa de emoção na luta por quatro vagas na elite em 2021.

Fórmula de disputa

A CBF decidiu manter a mesma fórmula de 2019.

As 36 equipes são divididas em seis grupos de seis times e jogam em turno único em cada chave.

Os dois primeiros de cada grupo e os quatro melhores terceiros colocados avançam para a fase de mata-mata, disputada em ida e volta, com oitavas, quartas, semifinal e final.

Os quatro times semifinalista conquistam o acesso para o Brasileirão Série A1 2020.

Grupo A

Ceará

O acesso bateu na trave para as meninas do Ceará em 2019, pois o time liderou seu grupo, eliminou a Portuguesa no mata-mata e caiu nas quartas de final em duelos bem equilibrados com o Cruzeiro. 

A frustração se transformou em combustível para o acesso, com a base de jovens seguindo e a chegada de atletas experientes para o elenco treinado por Sérgio Alves.

No segundo semestre do último ano, o Ceará foi campeão estadual, vencendo os dois turnos.

Esmac/PA

O Esmac tem um trabalho reconhecido no futebol feminino e na última temporada caiu nas oitavas de final da competição, perdendo para o Taubaté.

A equipe paraense não paga salários para as meninas, que são bolsistas da faculdade que o clube leva o nome.

Juventude/MA

Buscar ao menos uma campanha digna é o caminho para o Juventude, pensando em repetir o resultado satisfatório do Santa Quitéria em 2019, que venceu dois dos cinco jogos.

A expectativa é brigar pelo terceiro lugar.

Oratório/AP

O Oratório vem para tentar uma campanha melhor do que em 2019, quando foi último colocado de seu grupo.

Sônia Soares será a técnica do time, que tem uma condição totalmente amadora.

Santos Dumont/SE

Campeão sergipano, o time do Santos Dumont tenta uma campanha melhor do que o Canindé, que foi representante do estado em 2019 e terminou na lanterna do seu grupo, com 23 gols sofridos e apenas um marcado.

Tiradentes/PI

Com muita experiência e boas campanhas, o Tiradentes buscar chegar ao mata-mata neste ano.

Treinado por Toinho, tem apenas três atletas com vínculo profissional no clube e o restante possui acordos verbais.

No ano passado foi terceiro colocado em seu grupo, mas não alcançou o mata-mata por não ter ficado entre os quatro melhores nesta situação.

Grupo B

3B Sport/AM

A campanha de 2019, quando chegou às oitavas de final e caiu apenas nos pênaltis para Chapecoense, foi regular, mas atingiu um nível bem acima do planejamento do clube.

Para disputa do torneio, apenas 14 jogadoras foram regularizados e foi este número que atuou durante as sete partidas do time na competição.

Este ano a diretoria foi mais rápida, com 19 nomes já certos e espera buscar o acesso.

Tradição não falta a equipe da Amazônia, que vem conseguindo bater o Iranduba a nível estadual.

Atlético Acreano

Após péssima temporada em 2019, quando terminou em último lugar em seu grupo, com 27 gols sofridos e apenas três marcados, o Atlético Acreano ainda segue com problemas pela falta de vínculo profissional.

Muitas de suas atletas têm outros empregos e podem desfalcar o time em algumas partidas.

Fortaleza

Com jogos marcados para o Presidente Vargas, o Fortaleza começa de forma nacional seu trabalho com o futebol feminino.

Em 2019, foi vice-campeã do estadual, ficando bem atrás do rival Ceará. Igor Cearense será o treinador do time nesta temporada.

Real Ariquemes/RO

O Real Ariquemes tem um trabalho amador com suas atletas e vem totalmente reformulado da temporada passada.

A aposta do time treinado por Sérgio dos Santos Duarte está em jovens jogadoras.

São Francisco/BA

Rebaixado no último Brasileirão A1, o São Francisco tenta recomeçar em outra realidade e deve encontrar um pouco de dificuldade, sobretudo financeira.

O peso vem após a parceria com o Bahia não vingar e com isso o time reformulou o elenco, que não recebe salários.

São Valério/TO

Bicampeão tocantinense, o São Valério demorou para fechar seu elenco, realizando testes até a semana de estreia no Brasileirão.

No passado, venceu uma partida e perdeu quatro. Chega como figurante nesta chave, tentando repetir ao menos a vitória da última temporada.

Grupo C

Auto Esporte/PB

Campeãs estaduais as meninas do Auto Esporte tentam fazer uma boa campanha em sua estreia no Brasileirão A2.

O time não tem vínculo com as atletas e trabalha de forma amadora, por isso deve encontrar dificuldades na competição.

Bahia/BA

Buscando destaque no futebol feminino, o Bahia aposta no comando do técnico Igor Morena.

Apesar de não garantir carteira assinada para as atletas, o Tricolor conseguiu um orçamento maior para acordos e conseguiu fazer um mercado interessante para temporada.

Este é a primeira experiência solo do Bahia após parcerias com diversos clubes, como o Lusaca.


Cruzeiro/RN

Com a base que disputou o estadual, e venceu, no ano passado, o Cruzeiro quer melhorar o rendimento de 2019.


Na ocasião somou sete pontos no grupo, mas não conseguiu alcançar o mata-mata.

Náutico/PE

A situação do Timbu é ainda amadora na categoria, pois as atletas não tem vínculo com o clube e sequer recebem salário para atuar.

Os jogos devem ser no Estádio dos Aflitos e o técnico Jeronson França espera que o Náutico encontre um patrocinador que consiga elevar o nível de estrutura na categoria.

Sport/PE

Com pouco dinheiro, o Sport foi rebaixado na última temporada, em que escancarou a difícil situação de suas atletas, que não tinham salários ou boas condições para treinamento, algo bem diferente de 2018, quando fez bons jogos na A1.

A aposta são em jovens, já que o time não tem vínculo com as jogadoras, que não recebem salário para atuar pelo time pernambucano.

UDA/AL

Apesar de todas dificuldades, a UDA fez uma boa campanha na última temporada, brigando pela classificação as quartas de final.

Para este ano, o clube perdeu muitas atletas, mas buscou jovens talentos para fazer bonito.

Sem patrocínio, não tem vinculo profissional e trabalha com gratificações de acordo com pagamentos da CBF.

Grupo D

América MG

Dono de um bom trabalho no futebol feminino, o América Mineiro quer melhorar um pouco a campanha de 2019 para conquistar o acesso.

Na última temporada, o time chegou às quartas de final, caindo para o Grêmio e ficando bem próximo da Série A1.

Fez boa campanha no estadual e perdeu o título na decisão por pênaltis com o Cruzeiro.

Nesta temporada, as Coelhas vem forte e seguem com a base do último ano. Tem um time mesclado, com atletas com contrato CLT para atletas acima da idade da base e para as mais jovens um acordo de formação.


Atlético GO

Formado de última hora após o time chegar a elite da Série A e o Vitória de Tabocas desistir da competição, o Atlético GO é uma grande incógnita.

O elenco será formado em sua maior parte por jovens da cidade e treinadas por Wagner Gomes. 

Foz Cataratas

Após o fim de parcerias com times de maior torcida no Paraná, o Foz Cataratas buscou Christiane Lessa para comandar o projeto 2020.
Tem um elenco totalmente diferente do ano passado, quando caiu da Série A1.

Juventus SP

Reformulada após o Paulistão 2019, as “Molecas Travessas” querem fazer bonito e brigar pelo acesso nesta temporada.

Dani Ortolan, de 21 anos, é o grande destaque do time Grená e única atleta com vínculo profissional.

Operário MT

Campeão estadual, o Operário de Várzea Grande começou sua preparação ainda em janeiro, mesmo assim tem um grupo bem complicado pela frente e tenta surpreender para buscar uma vaga na próxima fase. 

SERC/MS

Representante do Mato Grosso do Sul, o SERC é um time ainda amador, afinal suas atletas não recebem salários, apenas ajuda de custo e bolsas na faculdade Dom Bosco, parceira do clube.

Mesmo assim tem histórico na categoria, pois teve atletas como Milene e Aline Milene que saíram de seus campos. O clube fechou as portas em 2016 e retornou em 2019.

Grupo E

Atlético MG

Em 2019 o Atlético fez uma campanha desastrosa no Brasileirão A2, perdeu quatro jogos e empatou um, marcando apenas um gol e demonstrando amadorismo ao formar seu elenco.

Para essa temporada, a diretoria aumentou o investimento e levou o projeto com muito mais seriedade.

Treinadas por Hoffmann Túlio, todas atletas têm contratos CLT e benefício iguais ao do futebol masculino.

O único problema é o grupo, um dos mais complicados do torneio.

Botafogo RJ
Após péssima participação em 2019, quando terminou em último lugar em seu grupo, o Botafogo tomou medidas para melhorar o nível de seu time.

Profissionalizou as jogadoras, buscou uma comissão técnica com maior conhecimento e deu mais estrutura para o trabalho.

Mesmo assim o Fogão deve ter problemas neste grupo.

Goiás

Apostando no profissionalismo em sua estreia na A2, o Goiás tem atletas com carteira assinada e aposta em um grupo local, com a grande maioria sendo do estado.

Para treinar o time, a ex-jogadora Cristiane Guimarães.

Real Brasília

O Real surpreendeu na temporada passada do futebol feminino no Distrito Federal, levantando a taça ao derrotar o poderoso Minas Icesp na final e garantindo vaga na competição.

O futebol feminino no clube ainda é amador e as atletas não recebem salários para atuar.

Vasco RJ

A situação financeira delicada no time masculino passa também para as meninas cruzmaltinas, que não tem carteira assinada e buscam a redenção da última temporada, quando foram mal e venceram apenas um dos cinco jogos que disputou.

A campanha em 2019 foi boa no estadual, pois chegou às semifinais e caiu apenas para o Fluminense, em dois jogos bem equilibrados.

Vila Nova ES

Principal time capixaba, o Vila Nova é figurinha carimbada nas edições da Série A2 e pega um grupo bem complicado.

As condições das jogadoras são amadoras, afinal nenhuma recebe salário ou tem contrato com o clube.

Grupo F

Athletico PR

Após encerrar a parceria com o Foz Cataratas, o Furacão deu grande importância para formar seu próprio time.

A estrutura usada pelas atletas é a mesma do time masculino e o projeto foi feito para buscar o acesso logo em seu primeiro ano.

Brasil Farroupilha RS

O terceiro lugar no estadual de 2019 deu direto do Brasil disputar a edição do Brasileirão A2.

Toda sua estrutura é amadora, afinal o time não paga salários para suas atletas, que tem outras profissões e não se dedicam exclusivamente ao futebol, algo que pode pesar nas partidas de alto nível do torneio.

Chapecoense SC

A crise financeira do clube chegou também para as meninas e a aposta foi em um time jovem, utilizando a base campeã sub-17 do catarinense.

Em 2019, a Chape foi até as quartas de final, caindo para o Palmeiras, mas esse ano o primeiro objetivo é buscar vaga na próxima fase.

Fluminense RJ

Na temporada passada, as meninas do Flu caíram nas oitavas de final e depois chegaram a decisão do Carioca, onde foram derrotadas pelo Flamengo.

Apesar de não contar com vínculo profissional com as atletas, o trabalho do time é bem visto e coloca o Tricolor como um dos grandes favoritos ao acesso.

Napoli SC

Dono de um trabalho reconhecimento no futebol feminino de Santa Catarina, o Napoli aposta em um elenco reformulado para bater de frente com times mais poder financeiro.

O elenco é bem jovem e algumas atletas chegaram a ser convocadas para o Sul-Americano sub-20 ou tem passagens pelas seleções brasileiras de base.

Toledo PR

Novamente na disputa da competição, o Toledo chega com uma parceria fechada com o Coritiba, que enviou uniformes e ajudou na profissionalização das atletas.

Na temporada passada, fez apenas um ponto em um grupo forte, em que dois times, Grêmio e Palmeiras, conquistaram o acesso.


A maior parte do seu elenco é formado por atletas jovens, abaixo de 20 anos.

Tabela completa da primeira rodada:
Sábado (14)
14h30: Atlético-MG x Vila Nova-ES
15h: ESMAC-PA x Santos Dumont-SE
15h: Napoli-SC x Athletico-PR
15h: Fluminense-RJ x Toledo/Coritiba
16h: Juventude-MA x Tiradentes-PI
Domingo (15)
15h: Ceará-CE x Oratório-AP
15h: São Francisco-BA x Real Ariquemes-RO
15h: Bahia-BA x UDA-AL
15h: Sport-PE x Cruzeiro-RN
15h: Náutico-PE x Auto Esporte-PB
15h: Juventus-SP x Atlético-GO
15h: Botafogo-RJ x Real Brasília-DF
15h: Vasco da Gama-RJ x Goiás-GO
15h: Chapecoense-SC x Brasil de Farroupilha-RS
16h: América-MG x SERC-MS
16h: 3B Sport-AM x Atlético-AC
17h: Foz Cataratas-PR x Operário-MT
Segunda-feira (16)
19h: Fortaleza-CE x São Valério-TO

 

 

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