Bets estão na mira dos bancos, que justificam alertas em transferências como educação financeira
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O crescimento das bets é notório, tornando-se um dos mercados de maior expansão no país nos últimos anos. O advento da regulamentação do setor traz ainda mais credibilidade à indústria. Mas há também os riscos por trás da "jogatina". Nesta queda de braço, os bancos passaram a alertar os clientes quando os mesmos direcionam quantias financeiras às empresas de betting.
"Este Pix será enviado para uma casa de apostas. Apostas não garantem retorno financeiro e o dinheiro pode ser totalmente perdido. Cuide da sua saúde financeira e procure opções mais seguras para valorizar o seu dinheiro", diz a mensagem do Bradesco, uma das instituições financeiras que emitem mensagens sobre os riscos do jogo.
Só depois do alerta exibido, os clientes podem prosseguir com a operação, desde que cliquem no botão "Entendo o risco e quero continuar". Apesar das críticas, o Bradesco destacou em nota que a mensagem é meramente informativa. “O objetivo é oferecer ferramentas que ajudem os clientes a gerenciar seus recursos”.
Quem também emite mensagens do tipo é o Nubank, a primeira instituição financeira que apresentou este recurso aos seus clientes, sugerindo inclusive que o dinheiro fosse depositado em caixinhas do banco, além do Banco do Brasil por meio de inteligência artificial.
"O Banco do Brasil não impede as transferências para bets. O foco está na conscientização e na educação financeira, ajudando os clientes a tomarem decisões mais informadas sobre seu dinheiro e a evitar possíveis impactos negativos em seu equilíbrio financeiro", disse a instituição financeira, em comunicado.
Mensagens são vistas com preocupação pela indústria das apostas
A medida não foi bem recebida pelo mercado de apostas esportivas. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) destacou preocupação com os alertas, pois acredita que tais mensagens podem incentivar a migração de clientes às bets ilegais.
"Quando os bancos tomam essa atitude sem conhecer o mercado, sem conversar conosco, eles acabam empurrando os clientes para a ilegalidade. Os apostadores, tendo dificuldades de acessar uma casa legal, imediatamente procuram a facilidade de uma casa não legalizada, em que os riscos são muito maiores e os controles muito menores", explicou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.
Para a associação, os bancos deveriam informar sobre os riscos dos jogos ilegais e incentivar que seus clientes verificassem a legalidade das plataformas.
"Mesmo assim, a gente não entende que isso é a função do banco. Mas se eles querem ter essa vigilância, que façam da melhor forma para não atrapalhar a regulamentação", pontuou Plínio Lemos Jorge.
Afinal de contas, os bancos podem fazer isso ou não?
O debate sobre a legalidade destas mensagens gerou reações por parte da indústria das apostas. Todavia, os bancos justificam que podem enviá-las já que, desde julho do ano passado, as instituições financeiras passaram a ser obrigados a oferecer ações de educação financeira aos clientes. A medida passou a ser uma exigência com a entrada em vigor da Resolução Conjunta nº 8, do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN). A iniciativa foi uma resposta à Lei nº 14.690, de 2023, que estabeleceu o programa Desenrola Brasil, criado para fomentar a renegociação de dívidas pelos brasileiros.
(Foto: Joel Santana Joel Fotos/Pixabay)