
Bets sem autorização no Brasil poderão patrocinar Fifa durante Copa feminina
Na próxima sexta-feira (28 de agosto), completam-se 300 dias para o início da Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil, em 2027. Um dos temas que chama a atenção para o torneio é a presença dos patrocínios de casas de apostas esportivas. Isso porque algumas das bets que são patrocinadoras da Fifa poderão ter suas marcas exibidas durante o torneio, mesmo que não possuam autorização para operar em solo brasileiro.
Para que isso aconteça, essas bets deverão garantir, através de tecnologia, que suas plataformas estejam bloqueadas em solo nacional durante o evento, que acontecerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho. As exceções vieram da Lei que determina medidas para o Mundial no Brasil, aprovada há dois meses e que criou a exceção à legislação das apostas em território nacional. O texto também indica que as ações publicitárias dessas parceiras da Fifa não podem ser destinadas à oferta das apostas no Brasil.
Segundo a análise de especialistas do setor, a exceção pode ser considerada válida, desde que respeite os avanços da regulamentação brasileira, e também pode representar desafios.
“A possibilidade de marcas sem autorização para operar no Brasil patrocinarem um evento do tamanho da Copa do Mundo Feminina de 2027 cria um cenário desafiador para o mercado regulado. Embora se trate de uma exceção ligada aos direitos comerciais da Fifa, é fundamental que haja uma comunicação clara ao consumidor para evitar a percepção de que essas empresas estão aptas a oferecer apostas no país. A regulamentação brasileira foi construída justamente para garantir segurança jurídica, proteção aos apostadores e concorrência leal entre os operadores licenciados”, comenta Diego Bittencourt, COO & Partner da Start Bet.
“A Copa do Mundo Feminina representa uma oportunidade única para fortalecer a modalidade e atrair novos investimentos, mas é importante que esse movimento aconteça sem comprometer os avanços da regulamentação brasileira. Um ambiente onde patrocinadores internacionais sem licença local e operadores autorizados coexistem exige um esforço adicional de informação e fiscalização, para que o público compreenda a diferença entre publicidade institucional de um evento global e a oferta legal de apostas no Brasil”, complementa Tiago Grecco Marques, CMO do grupo LBBR, responsável pelas casas de apostas Luck.bet e 1PRA1.
A regulamentação das casas de apostas no Brasil tem como um dos objetivos a proteção do apostador. Para João Fraga, CEO da Paag, empresa de tecnologia que oferece plataforma de gestão de risco para o mercado de bets, é fundamental ter esse ideal como ponto de partida.
“O principal objetivo da regulamentação é proteger o jogador. Operadores autorizados precisam cumprir uma série de exigências relacionadas à prevenção à lavagem de dinheiro, jogo responsável, verificação de identidade, segurança de dados e monitoramento de transações. As plataformas ilegais, por definição, não estão sujeitas a esse mesmo nível de fiscalização, o que reduz as garantias oferecidas ao usuário”, destaca.
As restrições esperadas para os operadores de apostas também serão aplicadas a empresas do mercado de previsões, que ultimamente ganharam o gosto do brasileiro.
Fonte: Assessoria de Comunicação
