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Chega de Bode na Sala: nova campanha do IBJR expõe os perigos das apostas clandestinas no Brasil

Chega de Bode na Sala: nova campanha do IBJR expõe os perigos das apostas clandestinas no Brasil

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Chega de Bode na Sala: nova campanha do IBJR expõe os perigos das apostas clandestinas no Brasil

Josias Pereira
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Atualização
Tempo de leitura5 min

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), entidade que reúne as principais operadoras de apostas do país e do exterior, lançou no último domingo (31) uma campanha inédita que busca jogar luz sobre um dos problemas mais urgentes do mercado de apostas esportivas no Brasil: a atuação das plataformas clandestinas.


Batizada de “Chega de Bode na Sala”, a campanha combina um forte apelo visual com estratégias multiplataforma e uma mensagem direta: é hora de encarar o problema que muitos fingem não ver.

Com presença em TV aberta, rádio, redes sociais, aeroportos e até um hotsite interativo, a ação foi criada pela agência We e ficará no ar entre setembro e dezembro de 2025. A proposta é clara: educar o público, pressionar as autoridades e desmistificar o setor regulado, mostrando as diferenças fundamentais entre as bets licenciadas pelo Governo Federal e aquelas que operam na ilegalidade.

Um problema que ninguém mais pode ignorar

A metáfora do “bode na sala” não foi escolhida por acaso. Trata-se de uma expressão popular usada para representar um problema evidente, incômodo e, muitas vezes, ignorado. Segundo Fernando Vieira, presidente executivo do IBJR, o paralelo com o mercado de apostas clandestinas é direto:

“O bode na sala representa um problema que muitos veem, mas que precisa ser enfrentado de forma direta. As bets clandestinas são um risco para o apostador, que não tem a quem recorrer em caso de fraude, e um prejuízo para a sociedade, pois não geram impostos que retornariam como benefícios para a população”, explica.

O alerta se apoia em números preocupantes. Um estudo da LCA Consultores, encomendado pelo IBJR, aponta que 51% do mercado brasileiro ainda opera de forma ilegal. Isso representa não apenas um risco direto aos apostadores, mas também um impacto negativo à economia, com evasão fiscal, fomento ao crime organizado e perda de empregos formais.

Comunicação direta com o público

Para garantir o alcance da mensagem, a campanha será veiculada nas principais mídias. Na TV aberta, os vídeos de 30 segundos serão exibidos em São Paulo e Brasília, com versões reduzidas para redes sociais e um conteúdo exclusivo de 1 minuto voltado à capital federal, que também contará com publicidade OOH (out-of-home). No rádio, as inserções serão concentradas em São Paulo. Nas redes sociais, o conteúdo terá cobertura nacional.

Temas como proteção a menores de idade, lavagem de dinheiro e integridade esportiva são abordados diretamente nas peças, sempre com linguagem acessível e objetiva.

Acesso de menores e lavagem de dinheiro: os riscos ignorados

Um dos pilares da campanha é alertar para o acesso de menores de idade às plataformas clandestinas. Enquanto as bets regulamentadas, identificadas pelo domínio “.bet.br”, exigem documentação e reconhecimento facial, os sites ilegais permitem acesso livre, sem qualquer verificação de idade.

Além disso, a campanha destaca que as bets ilegais colocam em risco o dinheiro do apostador, que pode simplesmente desaparecer sem qualquer forma de reembolso ou suporte. O cenário é agravado pelo fato de muitas dessas plataformas servirem como ferramentas para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas.

“A campanha leva essa discussão para o grande público, promovendo educação, conhecimento e alertando as pessoas das maneiras de como reconhecer as plataformas regulamentadas pelo Governo Federal e assim se proteger de golpes”, reforça Fernando Vieira.

Metáfora visual e impacto social

O conceito criativo da campanha aposta na simplicidade para alcançar eficiência. Segundo os diretores de criação da agência We, a figura do bode dentro da sala é uma metáfora literal que ilustra bem como as apostas ilegais têm invadido o cotidiano das pessoas.

“Buscamos um recurso criativo que demonstra, de maneira literal, como as apostas clandestinas podem invadir o cotidiano das pessoas”, afirma Carlos Schleder, diretor executivo de criação.

“Ignorar o problema não provoca diálogo, e sem ele não há solução. Esta é a primeira iniciativa que coloca o tema das apostas clandestinas na pauta nacional, e evidenciar como essa questão é fundamental para promover transformações concretas”, completa Kleyton Mourão, também diretor executivo de criação.

Expansão digital: redes sociais e hotsite interativo

A campanha marca ainda a chegada do perfil oficial do IBJR no Instagram (@IBJROficial), que servirá como canal direto de comunicação com os apostadores. O objetivo é tirar dúvidas, combater desinformação e promover práticas seguras dentro do setor.

Outro destaque é o lançamento do hotsite Betalert, hospedado no portal da entidade (www.ibjr.org.br). A ferramenta permite ao usuário digitar a URL de qualquer plataforma de apostas e descobrir imediatamente se ela é regulamentada pelo Governo Federal. O site também oferece orientações para identificar bets licenciadas, como exigência de verificação facial, uso de meios de pagamento oficiais e presença do domínio nacional “.bet.br”.

Aprovação e aceitação do público

Antes de chegar ao público, a campanha passou por um pré-teste realizado pela empresa Provokers, especializada em pesquisas de mercado. O levantamento ouviu cerca de mil pessoas de todas as regiões do país, entre apostadores e não apostadores.

Os resultados foram positivos: 78% consideraram o conteúdo confiável e 77% classificaram a campanha como agradável e impactante. A metáfora do “bode na sala” foi destacada como um recurso eficiente e educativo, facilitando a compreensão de um tema técnico e muitas vezes distante do grande público.

(Foto: Divulgação)

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Apostas não são meio de enriquecimento e podem levar à perda de dinheiro. O jogo pode causar dependência: saiba quando parar! Defina seus limites antes de começar.
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