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Executivo da Sportradar alerta sobre vulnerabilidade do Brasil às propostas de manipulação

Josias Pereira Josias Pereira
Executivo da Sportradar alerta sobre vulnerabilidade do Brasil às propostas de manipulação
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A CPI das Apostas Esportivas ouviu nesta terça-feira (19) Felippe Marchetti, gerente de integridade da SportRadar AG, empresa sediada na Suíça que presta serviços para a CBF e casas de apostas do país. Ouvido na condição de testemunha, o executivo destacou a atuação da companhia no futebol nacional e também a situação de vulnerabilidade de atletas do país em relação às propostas de fraudadores interessados na manipulação de resultados. 

"A grande maioria dos atletas no Brasil está em condição de vulnerabilidade econômica. Eles [os manipuladores] viram um cenário muito propício para a manipulação aqui, e a partir de 2015 vimos um aumento de casos. (...) Quem está mais suscetível, mais vulnerável, são os atletas de clubes pequenos", declarou Marchetti. 

Aos parlamentares, o executivo detalhou como funciona os mecanismo de Inteligência Artificial utilizados pela Sportradar para monitorar as cotações e também movimentações suspeitas no mercado de apostas esportivas. O fluxo de dados é fundamental para o trabalho de averiguação de anomalias que vão gerar denúncias às Federações e também autoridades desportivas. 

"Esse fluxo de informação entre todos os atores é fundamental para o combate ao sistema [de fraudes], para que não só as casas de apostas, mas também atletas, dirigentes e todos os interessados na proteção do esporte saibam a quem recorrer, como recorrer e de que forma essa informação vai ser trabalhada depois da denúncia", pontuou Marchetti. 

Sem indícios das alegações de Textor

O gerente de integridade da Sportradar também comentou sobre John Textor e as alegações de manipulação nas últimas edições do Brasileirão. Na análise da companhia, não há indícios de anomalias nos supostos jogos apresentados pelo dono da SAF do Botafogo. 

"Inclusive, a movimentação do mercado de apostas vai contra as alegações", explicou Marchetti. "Dentro da nossa técnica, dos nossos parâmetros de avaliação, que são (...) validados tanto cientificamente quanto pela Corte Arbitral do Esporte, a gente não verificou nenhuma evidência nem nenhum indício de manipulação de resultados nas partidas citadas", concluiu. 

(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)