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Menores de idade em bets ilegais: Daniel Fortune lidera nova ação contra apostas clandestinas

Menores de idade em bets ilegais: Daniel Fortune lidera nova ação contra apostas clandestinas

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Menores de idade em bets ilegais: Daniel Fortune lidera nova ação contra apostas clandestinas

Josias Pereira
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Atualização
Tempo de leitura3 min

A presença de crianças e adolescentes em plataformas de apostas tem acendido o sinal de alerta no Brasil. Em meio ao crescimento vertiginoso do setor e à consolidação da regulamentação nacional, o problema ganhou uma abordagem contundente nas redes sociais com o lançamento de um novo conteúdo do influenciador Daniel Fortune, referência em jogo responsável.


A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), faz parte de uma nova etapa da campanha "Chega de Bode na Sala", criada para combater as bets clandestinas e conscientizar a sociedade sobre os riscos do jogo desregulado, especialmente para o público infantojuvenil.

“Crianças e adolescentes não apostam”

Com esse mote, Daniel Fortune publicou na última sexta-feira (12) um novo vídeo nas redes, onde tem se notabilizado como voz ativa contra abusos no setor. A mensagem é clara: menores de idade estão sendo expostos a ambientes inseguros, onde a ausência de controle e fiscalização abre portas para danos severos.

“O cérebro das crianças ainda está em desenvolvimento, por isso elas podem tomar decisões precipitadas e correm um risco muito maior de ficarem dependentes do jogo”, alerta o influenciador.

O conteúdo reforça o papel da sociedade em identificar e denunciar sites ilegais, além de instruir sobre como reconhecer operadoras regulamentadas, que operam com sistemas de verificação de identidade, limites de segurança, e mecanismos de proteção ao apostador.

Clandestinas x Regulamentadas: um mercado, dois mundos

A campanha do IBJR volta a tocar na metáfora do "bode na sala", algo incômodo demais para ser ignorado, ao contrapor as bets legais com as clandestinas. Se por um lado há regras, transparência e fiscalização, do outro, impera o descaso com o bem-estar do jogador.

Plataformas ilegais não apenas ignoram restrições etárias, como também não oferecem suporte psicológico, limites de depósito ou ferramentas de autoexclusão. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, 55% dos adolescentes entre 14 e 17 anos que acessam esses sites apresentam risco elevado de desenvolver vício ou transtornos relacionados ao jogo.

Daniel Fortune: “A responsabilidade é coletiva”

Daniel Fortune detalhou os desafios e responsabilidades que envolvem a proteção dos menores:

“A proteção de crianças e adolescentes não pode depender apenas da regulamentação estatal. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada entre governo, operadores, influenciadores, e principalmente, famílias.”

Ele também defendeu o uso de controles parentais, a educação sobre os riscos do jogo e a denúncia de sites ilegais via o canal Fale.br, da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), como ferramentas essenciais para o combate efetivo.

Como identificar uma plataforma legal?

Fortune reforça que é possível verificar a legalidade de uma plataforma com alguns passos simples:

  • Sites regulamentados no Brasil utilizam o domínio “.bet.br”;
  • Exigem cadastro com verificação de identidade e reconhecimento facial;
  • Não aceitam formas de pagamento pós-pagas, como cartão de crédito;
  • Oferecem atendimento em português e mecanismos de autoexclusão temporária ou definitiva;
  • Seguem as diretrizes do CONAR e da SPA sobre publicidade e proteção ao menor.

Educação, bloqueios e alerta constante

“A primeira delas é a educação, visando conscientizar os adultos a todo momento sobre os riscos das apostas, que devem ser realizadas somente por maiores de idade e de forma responsável”, pontua Fortune.

Além disso, ele afirma que bloqueia o acesso de menores aos seus perfis e prioriza conteúdos voltados ao esclarecimento dos usuários sobre como reconhecer e evitar plataformas ilegais.

Caminho para a erradicação

O combate ao acesso de menores ao universo das apostas passa, segundo o influenciador, por uma rede de proteção ampla e coordenada. Diálogo, tecnologia, educação e fiscalização precisam andar juntos.

“O diálogo aberto com os jovens, o uso de controles parentais e a denúncia de sites clandestinos através do canal oficial do governo federal — o Fala.br — são ações concretas que contribuem para enfrentar esse desafio.”

(Foto: Divulgação/Daniel Fortune)

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Apostas não são meio de enriquecimento e podem levar à perda de dinheiro. O jogo pode causar dependência: saiba quando parar! Defina seus limites antes de começar.
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