Palpites destacados
1/3A bet365 é uma das maiores casas de apostas do mundo. Tem mais de 100 milhões de clientes e a maior cobertura de eventos. Autorizado a operar no Brasil pela Portaria SPA/MF Nº 250, de 07/02/2025. #PUBLICIDADE
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"O setor de apostas regulamentado é seguro e gera empregos", destaca presidente da ANJL em evento da Paag
O combate às apostas ilegais permanece como uma das maiores preocupações do mercado regulado brasileiro. Essa foi uma das principais reflexões discutidas no PLDay, evento realizado nesta semana pela Paag, empresa especializada em soluções de pagamento e tecnologias voltadas ao compliance para o mercado de apostas.
Reunindo representantes de operadoras, especialistas e autoridades públicas, o encontro teve como foco principal a consolidação da regulamentação no país, com destaque para os desafios ligados à prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e à promoção do jogo responsável.
Entre os participantes, o advogado Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), trouxe um alerta sobre a imagem pública do setor. “Muitas vezes, a imagem que se tem é do mercado ilegal”, destacou, ao defender o avanço trazido pela Portaria nº 1.143, considerada um marco para o setor e para a sociedade em geral. Segundo ele, essa nova fase também tem permitido uma aproximação com instituições financeiras, que historicamente eram resistentes à indústria de apostas. “Temos conseguido dialogar com instituições, como a Febraban, mostrando que o setor regulado é diferente e gera empregos. Estamos realizando pesquisas para mensurar esse impacto de forma clara e responsável”, completou.
O painel contou ainda com Vitor Marques, gerente de compliance e PLD da BetMGM, e Fred Justo, ex-coordenador-geral de Monitoramento de Lavagem de Dinheiro da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. A mediação foi conduzida por Mila Rabelo, diretora de compliance da Paag.
Fred Justo destacou práticas que ainda representam riscos ao setor, como o uso de contas de terceiros e intermediários: “Contas de passagem e de laranjas continuam sendo pontos de risco no setor. Por isso, precisamos reforçar mecanismos de identificação, como reconhecimento facial e análise de comportamento financeiro”. Ele também alertou para o impacto do jogo descontrolado, que pode ser tão prejudicial quanto a atividade clandestina: “Pesquisas da USP mostram que 20% da população brasileira já realiza apostas. Precisamos cuidar dessas pessoas, proteger os vulneráveis e mudar a perspectiva da sociedade sobre o setor. E isso passa pela educação, que hoje é nosso maior gargalo”.
Na avaliação de Mila Rabelo, um dos grandes entraves no combate à lavagem de dinheiro está na ausência de colaboração mais ampla entre as operadoras. A diretora apontou que o uso eficaz de ferramentas como o KYC (Conheça Seu Cliente) é fundamental para mitigar riscos internos e proteger a integridade do sistema.
“Primeiramente, esse cliente que está abrindo a conta para apostar, de fato é quem ele está me dizendo que é? Nesse ponto destacam-se as verificações de titularidade, prevenção ou fraude. Segundo cenário: agora que sei que o apostador é quem me disse ser, qual é a capacidade financeira dele? Onde ele mora? Qual a profissão dele? Então eu consigo classificar esse cliente. Depois que eu classifico esse cliente, vou avaliar o risco dele internamente. A partir desse risco, consigo ter métricas para poder mapear esse cliente. Se ele estava apostando muito, isso pode ser um alerta”, explicou.
Ela ainda detalhou a importância de confrontar os dados financeiros do apostador com o volume das apostas, o que permite gerar alertas precisos e relatórios qualificados para as autoridades competentes. “Eu só saberei se ele está apostando muito confrontando de fato a capacidade financeira dele. Então a gente precisa fazer o KYC, o onboarding adequado, para que a gente possa fazer um monitoramento, um alerta efetivo com métricas efetivas. Depois vem o reporte ao COAF. A gente precisa tratar isso de maneira qualificatória, com uma discriminação e uma qualificação dos fatos efetiva, além de uma comunicação que de fato gere valor para o COAF e consiga fazer uma investigação que gere resultados. Então, são várias dores, são vários desafios, e a Paag está aqui buscando sanear todos eles”, continuou.
Ao abordar a atuação da empresa nesse cenário, Mila destacou a eficácia das soluções desenvolvidas pela Paag: “Na Paag, conseguimos criar uma estrutura de KYC e também realizar monitoramentos efetivos. Na nossa estrutura interna, o reporte ao COAF já vai qualificado com parâmetros que atendem a necessidade do órgão. Os resultados dependem de uma investigação do COAF, mas tratamos essas suspeitas e buscamos levá-las a quem tem a legitimidade para tratar. Então, em se tratando dessa responsabilidade de alcançar a atividade suspeita, o KYC e a estrutura de PLD (Prevenção à Lavagem de Dinheiro), dentro dos produtos que oferecemos, atendem 100%. A legitimidade e eficácia no reporte ao COAF faz parte de nossas soluções”, finalizou.
Cooperação e futuro do setor
Encerrando o evento, o CEO da Paag, João Fraga, avaliou positivamente a importância do PLDay para o avanço do setor de apostas no Brasil. “A realização de um evento como este é fundamental para promover um diálogo aberto entre todos os atores do setor de apostas. Ao reunir autoridades, operadores e especialistas em compliance, conseguimos avançar na construção de práticas mais seguras e responsáveis, que fortalecem o mercado e aumentam a confiança da sociedade nesse segmento em constante expansão”.
Fraga também ressaltou como diferentes visões e experiências enriqueceram o debate. “O Fred trouxe a experiência de quem participou da construção da regulamentação, a ANJL representa várias operações e tem uma visão geral do mercado, e temos operadores internacionais que trazem boas práticas de fora. Ver essa preocupação em seguir a regulamentação é um ótimo sinal para o setor e para o Brasil. Hoje, conseguimos enxergar que existem operações saudáveis, preocupadas com compliance e com o bem-estar da sociedade”.
Para o executivo, a chave para acelerar a profissionalização e confiança no setor está na atuação conjunta entre operadores, órgãos reguladores e poder público. A combinação de tecnologia, segurança jurídica e responsabilidade social, segundo ele, é o caminho para um ecossistema de apostas sustentável e ético.
(Foto: Divulgação)