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Quase metade das apostas online no Brasil ainda estão fora do mercado regulado

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Quase metade das apostas online no Brasil ainda estão fora do mercado regulado

Bruno Pessa
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Atualização
Tempo de leitura4 min

A regulamentação das apostas de quota fixa trouxe novas exigências de segurança, transparência e proteção ao usuário no Brasil. Mais de um ano e meio após o início do novo modelo, porém, um desafio permanece expressivo: entre 38% e 44% das apostas online ainda são realizadas em plataformas sem autorização para atuar no país.

O dado faz parte do estudo Fora do Radar 2.0, elaborado pela LCA Consultores, com informações de pesquisa do Instituto Locomotiva, a pedido do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). O levantamento aponta uma melhora em relação a 2025, quando a participação estimada das empresas fora do ambiente autorizado variava entre 41% e 51%. A queda indica avanço, mas revela que uma parcela relevante dos apostadores brasileiros continua recorrendo a sites que não estão submetidos às mesmas obrigações impostas às companhias licenciadas.

Para Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, o cenário mostra que a consolidação do setor depende não apenas de fiscalização, mas também da capacidade de tornar claras para a população as diferenças entre os dois ambientes. “Criar regras foi uma etapa fundamental. Agora, precisamos fazer com que elas sejam percebidas na ponta. O apostador deve saber identificar onde existem mecanismos de proteção, fiscalização, transparência e canais formais para exercer seus direitos. Quando uma parcela tão significativa da atividade permanece fora desse sistema, a questão deixa de ser apenas concorrencial e passa a ser também de proteção ao usuário”, afirma o executivo.

A dimensão desse risco ganhou um exemplo concreto em agosto. O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou uma operação contra um grupo suspeito de explorar sites sem autorização federal, impedir saques de clientes e lavar recursos. De acordo com a investigação, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram movimentação superior a R$ 1,4 bilhão entre 2022 e 2026, além de mais de 800 operações financeiras consideradas suspeitas.

O episódio evidencia uma diferença central do novo modelo brasileiro. Empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, precisam cumprir normas relacionadas à identificação de usuários, prevenção à lavagem de dinheiro, publicidade, integridade, segurança e jogo responsável. Também estão sujeitas à supervisão do poder público e a sanções em caso de descumprimento das exigências estabelecidas.

A fiscalização alcança, inclusive, companhias que receberam autorização para atuar. Em agosto, a SPA suspendeu cautelarmente licenças após identificar falhas no cumprimento de obrigações. Para a Ana Gaming, esse controle é parte essencial da credibilidade construída desde a entrada em vigor da regulamentação: estar no ambiente autorizado significa aceitar acompanhamento permanente e responder por eventuais irregularidades.

Essa diferença precisa ganhar cada vez mais visibilidade, segundo o CEO da Ana Gaming. “Quem escolheu atuar dentro das regras brasileiras fez investimentos, estruturou áreas de compliance, adaptou processos e assumiu compromissos concretos com segurança e jogo responsável. Esse esforço precisa resultar em uma distinção clara para o apostador. Fortalecer o ambiente autorizado significa criar condições para que o cliente saiba com quem está se relacionando e quais garantias possui”, destaca Marco Tulio Oliveira.

Uma das maneiras mais simples de fazer essa identificação é observar o endereço eletrônico. As empresas com autorização federal utilizam o domínio “.bet.br”, criado justamente para diferenciar as marcas habilitadas a operar nacionalmente.

Para a Ana Gaming, reduzir o espaço das plataformas não autorizadas exige uma combinação de fiscalização, tecnologia e informação. Bloquear sites e meios de pagamento é parte do processo, mas ampliar o conhecimento da população sobre as diferenças entre os ambientes também será decisivo.

Sobre a Ana Gaming Brasil

A Ana Gaming Brasil é uma operadora brasileira de apostas de quota fixa e jogos online, autorizada pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e responsável pelas marcas 7K Bet e Bet.bet. A empresa atua com verificação de identidade, restrição a menores de 18 anos e ferramentas de jogo responsável, como limites de uso e autoexclusão, com foco em entretenimento adulto, transparência e proteção ao jogador. No esporte, a 7K Bet é patrocinadora máster do Esporte Clube Vitória e mantém presença em competições e modalidades no país.

O Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência. Apostas permitidas apenas para maiores de 18 anos. Jogue com responsabilidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Jogo responsávelJogue com responsabilidade.
Apostas não são meio de enriquecimento e podem levar à perda de dinheiro. O jogo pode causar dependência: saiba quando parar! Defina seus limites antes de começar.
Sobre o autor
Bruno PessaBruno Pessa
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Editor de conteúdo e tipster do a10
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