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Varejistas querem limite em apostas e jogos por suposto endividamento da população

Varejistas querem limite em apostas e jogos por suposto endividamento da população

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Varejistas querem limite em apostas e jogos por suposto endividamento da população

Josias Pereira
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Atualização
Tempo de leitura2 min

Varejistas brasileiros prometem ir à Brasília para tratar de medias mais rígidas quanto à regulamentação do mercados de apostas esportivas online. Existe um temor dentro do setor de que o rápido crescimento dos gastos com as bets possa afetar o consumo da população, refletindo diretamente no varejo. A informação foi divulgada na última semana pela Abras, a Associação Brasileira de Supermercados. 

O site Valor já tinha apontado que os associados da Abras e do IDV levantaram a hipótese de criar limitações ao uso de cartão de crédito e na liberação de empréstimos consignados (no holerite) voltados para o pagamento de dívidas com jogos. Representantes dos Varejistas confiam que o assunto encontrará apoio entre os políticos de Brasilia. 

O estabelecimento de medidas mais restritivas poderia vir por meio de portarias a serem publicadas sobre o tema, mas envolveria ainda a participação dos bancos. Pesquisas internas de supermercados e outras empresas do setor estariam supostamente apontado que empregados vêm obtendo empréstimos na folha de pagamento, em parte, para gastar em jogos online e pagar dívidas provenientes da prática. 

"Vamos nos reunir com diretoria e conselho consultivo da Abras para avançarmos de forma mais efetivas para agilizar a discussão em Brasília para realmente termos limitações de valores e na propaganda", afirmou Marcio Milan, vice-presidente da Abras. 

"O avanço das bets impactam toda a sociedade, especialmente as famílias mais pobres. Estamos apoiando a PEC que define mais restrições à propaganda das bets, e orientando as empresas do setor que adotem um política rigorosa na seleção de agências de marketing e influencers, de forma a serem mais responsáveis com esse tema", prosseguiu o diretor. 

"Vamos escolher agências e influenciadores que prezem pela responsabilidade social e que não incentivem o jogo de forma irresponsável", concluiu Milan, que não acha suficiente apenas alertas por parte das plataformas sobre a necessidade de jogar com responsabilidade. 

É preciso reforçar que não existe nenhum dado oficial que aponte que a população brasileira esteja tirando recursos de gastos no varejo para utilizar no mercado de apostas. O site BNL Data, por exemplo, apontou que projeções da Strategy& Brasil, consultoria estratégica da PwC, indicam que neste ano os gastos com jogos de apostas podem representar quase 5% do valor desembolsado pelo brasileiro com alimentação.

(Foto: Andrew Khoroshavin/Pixabay)

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