Circuito mundial da ATP e o US Open 2018 - Vencedores, Perdedores e Perspectivas Futuras







 

Circuito mundial da ATP e o US Open 2018 - Vencedores, Perdedores e Perspectivas Futuras

Oi galera, eu sou o Oreia e vou estar falando sobre o circuito ATP e também sobre o último Grand Slam do ano que terminou a poucas semanas. Falarei também sobre as perspectivas futuras no cenário internacional de Tênis. O que aprendemos com o torneio e o que podemos esperar para o futuro depois dele? Vem comigo que vou te mostrar minha análise!

 

US Open 2018

O torneio masculino teve diversas surpresas, reviravoltas, jogos emocionantes e um grande embate entre Rafael Nadal e Dominic Thiem. Também teve um grande vencedor que deu a volta por cima após um início de ano em que muitos comentaristas diziam que ele não era nem sombra do que ja foi no passado. Falo, é claro, de Novak Djokovic. Vamos falar dos grandes destaques do torneio e do circuito em detalhes?

 

A grande decepção: Roger Federer sucumbe diante do calor e umidade de New York

Federer teve um ínicio de ano avassalador, com o título do Australia Open, seguido pelo título em Rotterdam (ATP 500) que lhe trouxe de volta a liderança do circuito após 5 anos e 106 dias (desde 4 de novembro de 2012. Em seguida, atingiu a final de Indian Wells e desperdiçou chances (3 match points) antes de perder em uma final apertada em 3 sets para Del Potro.

Após ser surpreendido na sua primeira partida em Miami, pulou a temporada de saibro para focar na temporada de grama, o que gerou muita expectativa da repetição do desempenho de 2017, onde conquistou Wimbledon com autoridade. Venceu bem em Stuttgart, mas já mostrou sinais de fraqueza na campanha em Halle, onde apesar de chegar na final fez partidas abaixo da média. Em Wimbledon, sofreu uma dura virada nas quartas de final para o gigante Kevin Anderson depois de estar liderando por dois sets a zero (perdeu o 5 set por 13x11).

Pulou Toronto e voltou em Cincinnati, onde fez boa campanha até a final. Mas na final fez um de seus piores jogos do ano, com extrema dificuldades nas devoluções, sendo completamente dominado por Novak Djokovic. Apesar disso, por se tratar do Roger, a expectativa continuava altíssima para o US Open. Venceu os dois primeiros jogos com facilidade e encarou um perigoso Nick Kyrgios na 3 rodada. Venceu com autoridade e se esperava um passeio nas oitavas contra o pouco expressivo John Millman, australiano 55 do mundo sem grandes predicados. Depois de vencer o primeiro set facilmente, Federer fraquejou. O clima estava extremamente hostil naquela semana em Nova Iorque e talvez a idade e a falta de ritmo pesaram. Federer sentiu o calor extremo e a alta umidade, diminuiu a intensidade e viu crescer um valente Millman do outro lado da rede, que se aproveitou da situação com maestria e despachou Federer por 3x1. Após o jogo, Federer disse uma frase assustadora: "Eu não aguentava mais, eu só queria sair dali." Será que ele está chegando em seu limite físico e a aposentadoria está próxima? Afinal, nem o calendário reduzido conseguiu evitar a fadiga dessa noite no US Open. Vamos aguardar os torneios restantes em 2018 para entender melhor como ele irá reagir diante desta grande derrota, que, claro, não apaga em nada a ótima temporada que vinha tendo até então.

 

O jogo do ano?

Nadal e Thiem se digladiaram madrugada adentro na Arthur Ashe. Foi a primeira vez (após 10 confrontos) que Nadal e Thiem mediram forças fora do saibro. O retrospecto anterior era favorável a Nadal (7 vitórias do espanhol contra 3 do austríaco) e o favoritismo permanecia ao lado de Rafa nesse jogo (1.27 x 4.06 nas odds pré jogo).

O jogo começou com um surpreendente Thiem dominando as ações, encurralando Nadal e aplicando um íncrivel 6x0 (o famoso pneu na gíria tenista). Nadal só sofreu 6x0 em um Grand Slam em outras duas ocasiões: em 2006, na final de Wimbledon para Roger Federer; e em 2015 nas quartas de finais do Australian open para Tomas Berdych. Quando todos começavam a desconfiar da condição física do espanhol, Rafa ressurgiu e o jogo subiu de nível. Com ambos jogando um tênis de altíssima qualidade, foi Rafa quem conseguiu levar a melhor nos próximos dois sets, abrindo 2x1. Então Thiem se viu contra a parede tendo que sacar em 4/5 e 5/6, mas se manteve firme e depois de 3 horas e 40 minutos de alta intensidade ainda haveria um set decisivo com o placar marcando 2 sets a 2. O quinto set não decepcionou e manteve a qualidade do jogo, sendo decidido por meros 2 pontos de diferença: 7/6 (com 7/5 no tiebreak) para Rafa após um Thiem esgotado errar um smash complicado.

Veja esses Highlights no Youtube para entender como esse foi um grande jogo:

https://www.youtube.com/watch?v=NaSutmYmQ8c

 

O retorno triunfal: o renovado Djokovic conquista New York pela terceira vez

Novak Djokovic teve um 2016 fantástico em que conquistou Roland Garros (completou o tão sonhado Career Grand Slam - ter conquistado pelo menos 1 vez cada 1 dos 4 Grand Slams), o Australian Open, 4 ATP 1000, título no Catar, finalista em Roma (1000), US Open e ATP Finals. As expectativas para 2017 eram altíssimas. Venceu o Qatar Open e parecia destinado a vencer o Australia Open novamente. Mas foi surpreendido em uma zebra gigantesca na segunda rodada, perdendo para o Wild Card 117 do mundo Denis Istomin. Depois disso, até Roland Garros seu melhor resultado foi a final do ATP 1000 de Roma onde perdeu para Alexander Zverev. No Grand Slam francês foi massacrado por Dominic Thiem nas Quartas de Final por 3 sets a 0, com direito a 6x0 no set final. Começou bem a temporada de grama vencendo Eastbourne, mas em Wimbledon sentiu grave lesão nas quartas de final contra Tomas Berdych que o obrigou a se retirar da partida e a perder todo o restante da temporada de 2017. Em setembro, Novak e Jelena tiveram a primeira filha, Tara, em setembro de 2017 (já havia nascido anteriormente em outubro de 2014 o pequeno Stefan) ao mesmo tempo em que rumores de que Djokovic havia traído a esposa se espalharam.

Em 2018, voltou ao circuito e perdeu nas oitavas do Australian Open em um jogo dominado por Chung (3x0). Sofreu 2 terríveis derrotas em estreias nos ATPs 1000 americanos perdendo para o japonês Taro Daniel em Indian Wells e para o francês Benoit Paire em um jogo apático em que Djokovic parecia não se importar de perder, o que era extremamente estranho visto que sua maior marca era a sua dedicação e vontade absoluta de vencer cada uma das partidas em que entrava em quadra. Começou mal na temporada de saibro perdendo na estreia de Barcelona e na segunda rodada de Madri. Uma semifinal em Roma onde só parou em um duro jogo diante de Rafa Nadal animaram os fãs para Roland Garros.

No saibro francês, o sérvio fazia um grande campeonato até ser surpreendido nas quartas de final pelo pouco conhecido Marco Cecchinato, onde sofreu uma dura virada e sentiu a pressão do momento. Após o jogo, deu uma entrevista desalentadora. Cabisbaixo, falou que não iria jogar Wimbledon e que o tênis não era mais seu foco principal. Voltou atrás uma semana depois e o que se seguiu foi uma incrível arrancada do sérvio. Foi finalista em Queens (ATP 500 na grama), e, em um dos grandes jogos de 2018, despachou Rafael Nadal em um tenso jogo de 2 dias por 3 sets a 2 com direito a 10x8 no set decisivo e match points salvos. Fez uma final perfeita diante do sacador Kevin Anderson e voltou a levantar Wimbledon em uma das grandes surpresas do ano.

Não parou por aí e apesar de ter perdido em Toronto na terceira rodada, seguiu para ser o primeiro tenista a completar o Career Golden Master (vencer todos os 9 torneios ATP 1000 do circuito pelo menos uma vez). Após uma campanha difícil com 4 vitórias no terceiro set até a final, despachou Roger Federer por 2 sets a 0 com extrema autoridade e se candidatou como favorito ao US Open.

Novak não decepcionou. Depois de sentir o físico nas duas primeiras partidas onde chegou a perder um set em cada uma, despachou todos os adversários com autoridade, incluindo vitórias por 3 sets a 0 contra Nishikori na semifinal e Del Potro na grande final. Aliás, a grande final viu o velho e bom Djokovic vibrando a cada ponto, com a energia alta e mantendo a consistência contra o jogo extremamente agressivo de Delpo.

Fiz questão de contar parte da trajetória do sérvio nesses 2 anos para mostrar como foi incrível a sua recuperação. Djokovic também empatou em títulos de Grand Slam com o americano Pete Sampras (14) e agora só está atrás de Rafael Nadal (16) e Roger Federer (20). Além disso, é forte candidato a terminar o ano como número 1 devido à lesão de Nadal que não se sabe o quanto ainda jogará esse ano e ao fraco desempenho de Federer em Wimbledon e no US Open.

O abandono do touro: Nadal não resiste ao imenso esforço exigido no US Open

É uma pena, mas o estilo de jogo de Rafa exige demais do físico. Só de aguentar por tantos anos um ritmo tão intenso faz de Nadal um ser de outro planeta, mas ele parece estar voltando à Terra. Ele fez jogos desgastantes contra Kachanov (4h24m) e Basilashvili (3h21m) antes do durrísimo duelo contra Thiem, um jogo de alta intensidade que durou incríveis 4h51m. Foi totalmente compreensível seu abandono contra Del Potro na semifinal. O problema maior foi que o abandono ocorreu não por fatiga, mas por uma lesão no joelho, que é um local onde Nadal tem um histórico de dores e abandonos. Ainda não se sabe a extensão da lesão, mas não é algo simples pois Nadal não jogou a semifinal da Copa Davis contra a França e acabou de desistir de participar da gira asiática, onde não defenderá o título de Beijing (China Open ATP 500) e não participará do ATP 1000 de Shanghai. É esperado seu retorno a tempo para o ATP 1000 de Paris e o ATP Finals em Londres, onde brigará com Djokovic pelo título de melhor tenista de 2018, mas mesmo se participar, não se sabe em que condições o espanhol vai estar. Vamos aguardar e torcer para uma boa recuperação do espanhol pelo bem do circuito.

 

Uma história de superação: A gigante fênix argentina

Em 2009, Del Potro assombrou o mundo ao derrotar o então invencível Roger Federer em uma grande exibição no US Open. O Suíço não perdia uma partida em Flushing Meadows desde 2003. Começou 2010 com grande expectativas mas sofreu uma lesão no punho que parecia pequena. Com dores, foi até as oitavas de final no Australian Open. Foi então que percebeu que a lesão era pior do que se pensava. Operou em maio de 2010 e perdeu o restante do ano caindo para 485 do mundo.

Voltou no início de 2011 mas sempre com lesões o incomodando até 2014. Del Potro começou 2014 vencendo Sydney, mas perdeu na segunda rodada do Australian Open e imediatamente começou novo tratamento no punho. Algumas semanas depois ele teve que fazer outra grande cirurgia que o tirou de toda a temporada de 2014. Tentou voltar no Australian Open em 2015 mas teve que desistir devido a lesão no punho. O argentino ficou novamente todo o ano de 2015(!!) ausente devido a essa grave lesão. Apareceram notícias dizendo que ele pensava seriamente em se aposentar. Ele dizia que não conseguia nem segurar objetos devido à dor intensa.

Mas o argentino persistiu. Teve um fantástico ano em 2016 depois de retornar após um ano sem jogar uma partida oficial e um ranking de 1045 do mundo. Venceu Novak Djokovic em um grande jogo na Rio 2016 e foi até a final onde só parou em Andy Murray (após derrotar Rafa Nadal na semifinal). Foi até as quartas de final do US Open 2016, parando apenas no eventual campeão Stan Wawrinka. No fim do ano, coroou seu retorno com uma incrível sobre contra Andy Murray nas semifinais da Copa Davis no Reino Unido, feito que nenhum outro jogador havia sido capaz de fazer até então. Na final, uma outra virada incrível. Com a Argentina perdendo por dois pontos a um contra a Croácia em solo croata, Del Potro perdia por 2 sets a 0 contra Marin Cilic. Tirando forças sabe-se lá de onde, o argentino virou a partida em quase cinco horas, para ver em seguida seu compatriota Federico DelBonis vencer a partida final contra Ivo Karlovic e sacramentar o primeiro título argentino em Copa Davis.

Teve um ano de 2017 sólido, vencendo mais um título ATP e fazendo sua primeira semifinal de um Major desde 2013 (vencendo o favorito Roger Federer nas quartas de final). Em 2018, caiu na 3 rodada do Australian Open para Tomas Berdych, mas fez grandes campanhas em seguida, vencendo Acapulco (ATP 500) e em seguida surpreendendo o atual campeão Roger Federer na final do ATP 1000 de Indian Wells em 3 sets depois de estar atrás 5x4 e ter salvo 3 match points na partida. Ainda foi às semifinais do ATP 1000 de Miami. Em Roland Garros, quase não participou novamente por problemas físicos, mas entrou de última hora e não fez feio: chegou até as semifinais vencendo Marin Cilic nas quartas de final e perdendo apenas para Rafael Nadal na semifinal. Em WImbledon, teve grande campanha, caindo em uma grande partida novamente contra Nadal em 5 sets. No US Open 2018 (finalmente chegamos até aqui!), fez grande campanha, mostrou que a sua direita característica e super potente estava de volta. Chegou até as semifinais onde encontrou um combalido Nadal e venceu por desistência após estar 2 sets acima. Na final, sucumbiu diante de um inspirado Novak Djokovic em 3 sets. Apesar disso, é uma incrível história de superação que fiz questão de contar em detalhes devido ao carisma que o argentino possui no circuito, tanto de fãs como dos próprios jogadores. O argentino segue firme para ter um ótimo final de temporada.
 

Grandes Zebras (upsets)

É sempre importante observar resultados inesperados para entender que o favorito também perde. E perde numa frequência maior do que imaginamos. Principalmente nas rodadas iniciais, onde a incerteza é maior e os algoritmos dos sites de aposta não tem informações suficientes para ajustar as odds de forma correta para todas as partidas. Nas rodadas finais, os jogos são mais equilibrados e geralmente não há tanto valor em se apostar.

(Odds 1x2, todas as odds anteriores ao jogo ou pré-match odds, jogos com abandonos não foram considerados pois as apostas são canceladas nestes casos)

http://www.oddsportal.com/tennis/usa/atp-us-open/results

 

*1 Rodada*

Lorenzi P. 3 x 1 Edmund K.   (8.07 x 1.09)

Kubler J. 3 x 0 Batista Augut (3.66 x 1.30)

 

*2 Rodada*

Sock J. 1 x 3 Basilashvili N. (1.38 x 3.13)

Kukushkin M. 3 x 0 Chung H. (2.93 x 1.43)

 

*3 Rodada*

Kohlschreiber P. 3 x 1 Zverev A. (7.21 x 1.11)

Pouille L. 1 x 3 Sousa J. (1.46 x 2.84)

 

Oitavas de Final

Millman J. 3 x 1 Federer R. (15.44 x 1.04) !!

 

Quartas de Final

Nadal R. 3 x 2 Thiem D. (1.27 x 4.06) Nadal venceu, mas por uma margem mínima. O jogo claramente poderia ter ido para qualquer lado, odds corretas seriam próximas de 50/50.

 

Expectativas para o restante de 2018 e para a temporada de 2019

Acredito que Djokovic é o tenista a ser batido no restante desta temporada. Federer provavelmente deve estar se preparando para ter melhores atuações. O suíço não é somente um gênio das quadras, também é um grande competidor e com certeza não ficou satisfeito com seus resultados recentes. É justamente nesses momentos que Federer costuma voltar a ser Federer. Por isso, não duvide do suíço neste fim de temporada, ele deve vir forte. A lesão de Nadal parece ter certa seriedade, e eu não acho impossível ele encerrar o ano a qualquer momento, só voltando a jogar em 2019. Na minha opinião, o único fator que mantém Rafa disposto a jogar em 2018 é a vontade de superar Djokovic e terminar o ano como número 1 do mundo. Se Djokovic fizer uma gira asiática arrasadora, é possível que Nadal opte por tratar da lesão para se manter saudável no restante de sua carreira. Del Potro deve continuar forte. Não acredito que a derrota na final do US Open tenha abalado sua confiança. O argentino deve brigar junto a Federer e Djokovic pelo título em Shangai. Dominic Thiem mostrou grande evolução no piso rápido e nessa semana conquistou o ATP 250 de São Petersburgo mostrando um jogo de qualidade. Ele ainda precisa de uma grande vitória no piso rápido (quase conseguiu contra Nadal), mas é o adversário mais perigoso (junto com os sempre eficientes Cilic e Nishikori) e o talentoso alemão Alexander Zverev) para os três favoritos na gira asiática (Djokovic, Federer e Del Potro).

Cabe ainda destacar os bons retornos ao alto nível de Nishikori e Stan Wawrinka. Muito experientes, são sempre candidatos a grandes jogos. Andy Murray ainda não conseguiu recuperar seu físico. Apesar de mostrar estar em dia com seu jogo, ainda não deve estar apto a competir de verdade até 2019. Alexander Zverev mais uma vez não conseguiu um resultado expressivo em um Grand Slam, sendo surpreendido por Kohlschreiber na 3 rodada do US Open 2018

O circuito geralmente perde força após o fim dos 4 Grand Slams, mas esse final de ano promete boas emoções, e eu vou estar dando dicas de apostas, então fique por dentro do tênis no Aposta10!

Espero que tenham gostado desse resumão pós US Open, e que ele tenha ajudado a deixar mais clara a situação do circuito no momento. Até a próxima e um abraço do Oreia!

 

 




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