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ANJL avalia ação judicial contra big techs por propaganda de bets ilegais

ANJL avalia ação judicial contra big techs por propaganda de bets ilegais

ANJL avalia ação judicial contra big techs por propaganda de bets ilegais

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) estuda acionar judicialmente Meta, Google e Apple por permitirem propaganda de casas de apostas ilegais que clonam marcas reguladas. O presidente da entidade, Plínio Lemos Jorge, fez o anúncio durante o SBC Digital Brasil Day, nesta quarta-feira, 28 de outubro.

Clonagem de bets cresce após proibição

No painel “O momento de reflexão: como chegamos até aqui?” foi discutido que sites ilegais estão replicando marcas de operadoras reguladas e usando o Instagram para divulgar as operações. Alguns desses serviços chegam a disponibilizar aplicativos na App Store, da Apple.

A ANJL já acionou Meta, Google e Apple pela via extrajudicial. As plataformas sustentam que não conseguem controlar o volume de conteúdo ilícito em suas redes. "Vamos retomar o diálogo, avaliar e ver se acionamos na justiça", afirmou Plínio.

Diante da proliferação dos clones, a ANJL orientou seus associados a registrarem boletim de ocorrência e a notificar a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). O objetivo, segundo Plínio, é evitar que as casas reguladas sejam acusadas de descumprir a Medida Provisória 1.394/2025, norma com força de lei que restringe a operação de apostas no país.

Como o Aposta10 revelou na última semana, muitas propagandas de bets ilegais seguem nas redes mesmo após bloqueio da MP.

Contexto regulatório e desafio político

O jornalista e presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal Mangho José afirmou no painel que a MP não eliminou o problema. "Ou o jogo é legal ou é ilegal, o não-jogo não existe", disse. Sites ilegais continuam operando e atraindo apostadores sem qualquer mecanismo de proteção ao consumidor.

Ele também apontou que o fenômeno não é exclusivo do Brasil. "Todos os países que tiveram a regulamentação do setor passaram por essa resistência. A diferença deles é que tiveram o regulador do lado do setor e aqui não", disse.

A ANJL não informou prazo para eventual ajuizamento da ação contra as big techs. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar a constitucionalidade da MP 1.394/2025 em audiência marcada para 3 de novembro de 2026, com participação de 26 representantes de setores ligados às apostas.

Autor
Junior Pereira
Junior Pereira
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