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Artigo: O futuro das bets passa pela proteção do apostador
Por João Fraga, CEO da Paag, empresa de tecnologia que oferece plataforma de gestão de risco para o mercado de bets
O debate sobre a publicidade das apostas esportivas é importante para a consolidação do mercado regulado no Brasil. Discutir os limites da comunicação, porém, é apenas uma parte da responsabilidade que as empresas precisam assumir. Afinal, a forma com que uma bet protege seu consumidor é tão importante quanto sua comunicação com o público.
Nesse contexto, a tecnologia voltada à segurança do ecossistema de apostas tem papel central. Soluções baseadas em inteligência artificial podem analisar grandes volumes de informações em tempo real, identificando mudanças de comportamento e movimentações que fogem do padrão. A partir de processos como o KYC, que permite verificar a identidade e conhecer o perfil do usuário, é possível estabelecer parâmetros para acompanhar sua atividade e identificar sinais que merecem atenção.
Quando falamos em responsabilidade no mercado de apostas, precisamos olhar para toda a jornada do usuário, e não apenas para a comunicação das marcas. Os jogadores que apostam nas bets buscam um ambiente seguro e em conformidade regulatória, para realizar suas apostas. Além disso, o mapeamento do perfil dos apostadores é essencial para tomar decisões caso haja algum sinal suspeito, prevenindo riscos aos usuários e garantindo o jogo responsável.
A tecnologia permite que os operadores tenham uma visão mais precisa das ações dos apostadores e identifiquem possíveis comportamentos problemáticos na relação com o jogo. Isso pode incluir movimentações incompatíveis com o perfil financeiro informado, alterações bruscas no volume de transações ou padrões muito diferentes do usual.
Na Paag por exemplo, oferecemos soluções que permitem conhecer a fundo o perfil e o histórico do apostador, entregando insights acionáveis para que as bets possam tomar medidas efetivas. Alertas são emitidos à operação e, em alguns casos, esta pode fazer a suspensão temporária ou definitiva de conta para que os jogadores fiquem amparados e não passem do limite daquilo que é saudável.
Com operações a partir do início do mercado regulamentado, a ferramenta, em pouco mais de um ano, realizou a análise de mais de 20 milhões de transações e identificou cerca de 7,5 mil operações suspeitas, entregando um panorama completo às casas de apostas parceiras sobre os possíveis comportamentos de risco na plataforma.
É importante destacar, também, que a tecnologia não faz diagnóstico de ludopatia. Ela apenas identifica sinais que podem ajudar as casas de apostas e seus operadores a tomar as melhores providências.
Por isso, o debate sobre o futuro das apostas no Brasil precisa ir além da publicidade. Regulação, jogo responsável, proteção de dados e tecnologia devem caminhar juntos. A inteligência artificial não substitui a responsabilidade das empresas nem a atuação dos profissionais. Ela amplia a capacidade de monitoramento e permite que decisões sejam tomadas com base em informações mais qualificadas.
O amadurecimento do mercado regulado dependerá justamente dessa combinação: regras claras, operadores responsáveis e tecnologia capaz de transformar prevenção em prática cotidiana.
Fonte: Assessoria de Comunicação
