Quebra de sigilo de Bets "não tem sentido", diz consultor do Conselho Federal da OAB
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A CPI das Bets retomará suas atividades nesta terça-feira (11) com a possibilidade de aprovar uma polêmica quebra de sigilo bancário de 71 dos 78 operadores de apostas esportivas autorizados pelo Governo. O requerimento não foi bem recebido pelo setor iGaming, especialmente porque as empresas passaram por uma longa e minuciosa investigação até o recebimento da liberação.
Executivos do setor, que preferiram não se identificar, apontaram à coluna "Radar Econômico da VEJA" que durante o período de escrutínio por parte do Governo Federal, meses antes da introdução da regulamentação, foram enviados documentos e dados, com relatórios que chegavam a passar de mil páginas.
Leonardo Henrique Roscoe Bessa, consultor do Conselho Federal da OAB e sócio da Betlaw, escritório de advocacia especializado no setor de jogos e apostas, vê a quebra de sigilo como desnecessária.
"Não faz sentido pedir quebra de sigilo das casas de aposta. É ainda mais grave quando se verifica que a CPI e seus senadores simplesmente não se interessam por quaisquer medidas relevantes de investigação contra as bets ilegais que operam no país", criticou o consultor.
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A ideia partiu do senador Marcos Rogério (PL-RO) que apresentou no ano passado 97 requerimentos solicitando ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) relatórios de inteligência financeira, os chamados RIFs, com todo o detalhamento das movimentações realizadas pelas empresas do setor iGaming entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024.
(Foto: Divulgação)