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Bet365 e Betano foram as que mais perderam com manipulação; confira depoimentos na CPI

Josias Pereira Josias Pereira
Bet365 e Betano foram as que mais perderam com manipulação; confira depoimentos na CPI
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Nesta semana, a CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado ouviu personagens decisivos na Operação Penalidade Máxima, que, desde 2022, investiga a manipulação de jogos no futebol brasileiro. Na última terça-feira (11), foram ouvidos o procurador-geral do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Cyro Terra Peres, e o promotor Fernando Martins Cesconetto, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Até o momento, 32 pessoas foram denunciadas pela Penalidade Máxima, nove como integrantes da organização criminosa e o restante por ter participado de corrupção desportiva. Segundo Cesconetto, em apenas uma rodada, alguns apostadores lucraram R$ 712 mil com a manipulação de resultados em cinco jogos, em apenas uma casa de apostas esportivas. Ainda, o promotor afirmou que, apesar da grande perda, a casa de apostas não denunciou possíveis irregularidades.

De acordo com o promotor, as empresas de apostas são “vítimas desinteressadas” em casos de manipulação, já que, segundo ele, elas consideram, provavelmente, as possíveis perdas com irregularidades, embutidas no custo do negócio. Segundo Cesconetto, as casas de apostas Bet365 e a Betano foram as empresas do setor que mais perderam dinheiro com as manipulações, de acordo com as investigações da Gaeco.

Enquanto isso, Cyro Peres sugeriu a criação de uma plataforma nacional para reprimir a manipulação de resultados, o que já acontece em outros países. Para ele, a plataforma seria fundamental para detectar, reprimir e punir os crimes, e contaria com a integração de Ministério da Justiça, Ministério da Fazenda, Ministérios Públicos, Polícia Federal, Polícia Civil e as entidades esportivas.

Além disso, Cesconetto defendeu a adesão do Brasil à Convenção de Macolin, que combate a manipulação de resultados esportivos e foi criada por países europeus em 2014. Atualmente, o grupo conta com mais de 60 países participantes.