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"Operação Sarcófago": PF investiga pirâmide de apostas que movimentou R$ 4 milhões na PB

"Operação Sarcófago": PF investiga pirâmide de apostas que movimentou R$ 4 milhões na PB

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"Operação Sarcófago": PF investiga pirâmide de apostas que movimentou R$ 4 milhões na PB

Josias Pereira
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Atualização
Tempo de leitura2 min

Na última semana, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em quatro cidades da Paraíba, após investigações da "Operação Sarcófago", em combate a um esquema de pirâmide financeira de apostas esportivas. Os criminosos prometiam rendimentos mensais fixos a quem investisse em apostas com a quadrilha, que denominavam de "empresa".

De acordo com a PF, o esquema criminoso acontecia principalmente em Barra de Santa Rosa, além de ocorrer também nas cidades de Algodão de Jandaíra, Campina Grande e Nova Palmeira. A atividade aconteceu entre os anos de 2020 e 2022, e foi encerrada sem o ressarcimento dos prejuízos causados às pessoas que fizeram os investimentos, após desavença dos sócios. O delegado responsável pelo caso, Carlos Gastão., informou que a investigação teve início com uma denúncia anônima.

Vale destacar que a Polícia Federal comprovou os atos ilícitos da empresa, que não possuía autorização da Comissão de Valores Imobiliários para realizar as apostas. Gastão afirmou que os investidores contratados precisavam pagar R$ 5 mil para participarem da operação, e recebiam mensalmente, uma porcentagem das apostas realizadas. O delegado acredita que os criminosos tenham movimentado mais de R$ 4 milhões, nos três anos em que as atividades aconteceram.

“O funcionamento era por contratos que exigiam valor mínimo de investimento de R$ 5 mil. (A empresa) formava grupos de 20 pessoas, com lista de espera para o excedente. Essa atividade necessita de autorização da Comissão de Valores Imobiliários, o que não havia, sendo o primeiro crime que a gente investigou. Até agora, identificamos (uma movimentação de) R$ 4 milhões, sendo que é muito provável que seja muito além disso. Suspeitamos que seja mais extenso o número de pessoas e municípios (envolvidos)”, falou o delegado, em coletiva.

Vale destacar que os investigados vão responder pelos crimes de emissão de valor imobiliário sem registro anterior junto à Comissão de Valores Mobiliários, operação de instituição financeira sem autorização prévia, associação criminosa e estelionato.

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