Sport burguer menu desktop
Sport burguer menu mobile
Aposta10 Logo
Search icon
Pesquisar...
Sport burguer menu desktop
Sport burguer menu mobile
homeBlogMP das Bets

STF realiza audiência pública sobre MP das Bets nesta terça (03)

STF realiza audiência pública sobre MP das Bets nesta terça (03)

STF realiza audiência pública sobre MP das Bets nesta terça (03)

O Supremo Tribunal Federal realiza nesta terça-feira (3 de novembro) audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux para debater a Medida Provisória 1.394/2024, que proibiu apostas esportivas e jogos online no Brasil em outubro. Trinta e quatro instituições participarão, cada uma com dez minutos de fala.

A sessão não resultará em decisão imediata, já que o mistro Fux quer ouvir todas as partes, e os próximos passos processuais serão comunicados posteriormente, conforme o próprio Supremo Tribunal Federal informou.

Cronograma e participantes da audiência

O Flamengo abre as manifestações pela manhã, seguido pelos demais clubes convocados: Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também se pronunciará nesse bloco.

À tarde, serão ouvidas as associações do setor de apostas — ANJL (Associação Nacional de Jogo Legal), IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) e Anseja. Em seguida, manifestam-se órgãos federais: Ministério da Fazenda, Ministério da Saúde, Ministério do Esporte e Segurança Pública.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) completam a lista, ao lado de entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Posicionamentos esperados: maioria contra a proibição

Ao menos 22 das 34 instituições convocadas se posicionaram publicamente contra a proibição das apostas. Os dez clubes de futebol e a CBF integram esse bloco, assim como as três associações do setor — ANJL, IBJR e Anseja.

Do outro lado, os órgãos governamentais presentes (Ministério da Fazenda, Ministério da Saúde, Ministério do Esporte e Segurança Pública) defendem a manutenção da MP. CNC, CNI, AGU e PGR também figuram entre os 12 atores que apoiam a medida.

Próximos passos legais: Congresso e STF

A Medida Provisória 1.394/2026 foi editada em 25 de setembro de 2026. As plataformas saíram do ar em 6 de outubro, e as autorizações federais foram extintas em 25 de outubro, sem devolução dos aproximadamente R$ 30 milhões pagos por cada operadora para obtenção de licença.

O Congresso Nacional tem prazo até 23 de novembro de 2026 para votar o texto. Caso não haja votação até essa data, existe a possibilidade de prorrogação por 60 dias adicionais. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 8.027 (ADI 8.027), proposta pela ANJL para derrubar a MP, ainda aguarda pauta de julgamento no Supremo, sem data marcada.

Governo mantém posição em defesa da proibição

Os ministérios convocados (Fazenda, Saúde, Esporte e Segurança Pública) participarão da audiência para sustentar a validade da medida. AGU e PGR, como representantes institucionais do Estado, também estarão presentes. CNC e CNI constam entre os apoiadores da MP, ainda que por razões distintas, como política fiscal e segurança pública.

A audiência desta terça marca o início formal da coleta de argumentos pelo STF. Fux sinalizou que definirá os próximos passos processuais somente após ouvir todas as partes. Em paralelo, o Congresso mantém o prazo de 23 de novembro para votar a MP: se aprovada, segue para conversão em lei; se rejeitada, a medida caduca.

O julgamento da ADI 8.027 não tem data e pode ocorrer antes ou depois da votação legislativa. O A10 acompanhará a sessão e os desdobramentos posteriores.

Autor
Junior Pereira
Junior Pereira
whatsapptelegram