De Olho na MLB: Half-Season


19/07/2018

A pausa para o All-Star Game marca simbolicamente a metade da temporada da MLB, e com isso o Aposta10 volta com a coluna que mostra o recorde de nosso especialista na liga, os destaques, surpresas e decepções entre os times e jogadores nessa primeira etapa da temporada 2018 da MLB. 

Nosso Especialista

Gustavo Zambrano


Recorde: 91-85-4 (51%), +2,37und
ODD Média: 2.02
ROI%: +1,3%
ML: 74-75-2 (49%), -1,80und
Totais: 12-8-2 (60%), +2,69und
HC: 2-0 (100%), +1,88und
HR Derby: 3-2 (60%), -0,40und

A temporada já esteve bem melhor mas uma bad run nas três últimas que antecederam o All-Star Game acabaram colocando meu recorde para baixa, mesmo assim o saldo ainda foi positivo na primeira metade da temporada. Historicamente os meses finais são mais lucrativos, especialmente em agosto, isso se deve ao alto número de mudanças realizadas nos times nesse período, com as equipes boas se reforçando e ficando melhores e com as equipes ruins cedendo jogadores e se tornando piores... Então eu aposto nas equipes ruins! Convido os leitores a acompanharem nossas picks nessa segunda-metade da temporada, com o Aposta10 fornecendo quase que diariamente análises detalhadas em uma das ligas mais escassas de bons tipsters no Brasil. 

Destaques 

Time: Boston Red Sox (68-30 W/L) 

Os Red Sox tiveram o melhor recorde da primeira metade da temporada, com incríveis 69,4% de aproveitamento, a equipe possui o segundo maior diferencial de corridas, tendo anotado 163 corridas a mais do que sofrido. 

Exceto pela defesa, onde os Red Sox pioraram em relação a última temporada, todos os setores estão com performances acima da média. Chris Sale é grande destaque da rotação, J.D. Martinez foi um ótimo reforço para o grupo de rebatedores da equipe e Mookie Betts tem se consolidado como um dos melhores jogadores da MLB. No bullpen, o closer Craig Kimbrel tem feito excelente temporada, somando 30 saves no ano. 

Pitcher: Chris Sale (LHP, Boston Red Sox)

Sale foi o starter da Liga Americana no All-Star Game disputado na última terça-feira. O arremessador tem tido uma de suas melhores temporadas na liga, aumentando sua taxa de strikeouts de 10.78 em média a cada 9.0 IP na carreira para 13.12 nessa temporada. O arremessador tem uma combinação mortal de changeup e slider e seu sinker tem forçado mais bolas rasteiras nessa temporada do que nas últimas. Até o momento, Sale é favorito para o prêmio de Cy Youn na Liga Americana, prêmio que ele nunca conquistou, mesmo postando ERA 2.17 pelos White Sox em 2014 e 2.90 pelos Red Sox na última temporada. O pitcher é o mais jovem a atingir a marca de 1,500 strikeouts na carreira. 

Rebatedores: Mookie Betts (OF R, Boston Red Sox)

O Red Sox lideram a seção de destaques dessa coluna e com um recorde de 68-30 W/L não poderia ser diferente. Betts lidera a liga em aproveitamento no bastão, já rebateu 23 home runs e tem a maior taxa de walks conquistados na carreira. Seus números de potência também estão em alta e Betts tem chegado em base 44,8% de suas passagens no bastão, marca inferior apenas a de Mike Trout dos Angels. O jogador possui linha de: 359/448/691 (AVG/OBP/SLG) em 355 passagens no bastão nessa temporada, ostentando um WAR de 6.5, marca que já é superior a colocada por ele na última temporada e que é 1.8 abaixo de sua marca na temporada na temporada 2016, Betts por enquanto tem metade das passagens no bastão que teve nas duas últimas temporadas e tende a superar por muito a marca de 2016. 

Surpresas

Time: Philadelphia Phillies (53-42 W/L)

Os Phillies fizeram investimentos pesados na offseason, contratando o pitcher Jake Arrieta e o 1B Carlos Santana que se uniram a um núcleo jovem e talentoso e que já contava com: Aaron Nola, Rhys Hoskins e Odubel Herrera, com isso, uma melhora da equipe já esperada, mas em uma divisão que possui os Washington Nationals e os emergentes Atlanta Braves, poucos previram que os Phillies virassem a primeira parte da temporada na liderança, especialmente com uma vantagem de 5,5 jogos em relação aos Nationals, grandes favoritos para a conquista da divisão East na Liga Nacional. O mais impressionante é que o time não tem sido tão forte, passando por períodos problemáticos com o ataque, bullpen e rotação e só recentemente a equipe começou a mostrar evolução, vencendo 12 das últimas 20 partidas disputadas. 

Pitcher: Ross Stripling (RHP, Los Angeles Dodgers)

Com constantes lesões na rotação dos Dodgers, Ross Stripling deixou o bullpen e reassumiu vaga na rotação, sendo dominante ao longo de 14 começos esse ano. Eleito para o All-Star Game, Stripling ostenta um ERA 2.08 e tem eliminado 28,1% dos rebatedores que enfrenta por strikeout. Seu curveball tem sido um dos arremessos mais difíceis de serem rebatidos e além de gerar uma boa quantidade de swings no vazio, Stripling ainda tem apresentado controle de elite, cedendo uma média de apenas 1.32 walks a cada 9.0 IP. 

Rebatedores: Max Muncy (1B/3B L, Los Angles Dodgers)

Muncy é a maior surpresa da temporada entre os rebatedores, o jogador teve duas temporadas nos Oakland Athletics recebendo poucas oportunidades no bastão e não obtendo sucesso até ser dispensado pelo time de Oakland no final da temporada de 2016. Muncy passou um período na Triple-A dos Dodgers e ganhou oportunidade no time esse ano se tornando rapidamente um dos rebatedores mais produtivos da equipe. Mesmo com apenas 279 passagens no bastão nessa temporada, o jogador já rebateu 22 home runs e possui linha de: 271/409/604 (AVG/OBP/SLG). Muncy disputou o Home Run Derby na última segunda-feira, sendo eliminado nas semifinais por Bryce Harper, que acabou se sagrando campeão do evento.

Decepções 

Time: Baltimore Orioles (28-69 W/L)

Em uma divisão difícil, com um elenco envelhecido, uma rotação duvidosa e poucos reforços, era esperado que os Orioles não fizessem uma grande temporada, mas o que se viu na primeira parte foi um time que sequer esteve à altura de uma equipe da Major League. Absolutamente nada funcionou nos Orioles, com a defesa sendo uma das piores da história da liga, o bullpen inconstante, uma rotação abaixo da média e um ataque que foi inofensivo na maioria dos jogos. Com um aproveitamento de apenas 28,9% até o momento, as perspectivas para o restante da temporada são ainda piores, agora que o time negociou Manny Machado para os Los Angeles Dodgers, com o jogador sendo o único ponto produtivo do time na temporada. Os Orioles estão no caminho de uma das piores temporadas da história da liga e não parecem ter forças para mudar o quadro. 

Pitcher: Lucas Giolito (RHP, Chicago White Sox)

Durante o spring training, Giolito era apontado como um dos melhores arremessadores jovens entrando na temporada, ao invés disso, Giolito colocou alguns dos piores números da história durante a primeira metade da temporada e sua presença em uma rotação da MLB tem se tornado cada vez mais insustentável. Por pouco, o arremessador não possui mais walks do que strikeouts ao longo de 103.1 IP de serviço esse ano, seu controle tem sido terrível e Giolito tem cedido walks para 12,9% dos rebatedores enfrentados. Entre os arremessadores qualificados, Giolito possui o pior ERA da liga nessa temporada, 6.18. 

Rebatedor: Chris Davis (1B L, Baltimore Orioles)


Davis já apresentando uma queda de energia no ano passado batendo apenas 26 home runs ao longo de 524 passagens no bastão mas era esperado que o rebatedor pudesse se recuperar esse ano, ao invés disso, Davis foi de longe o rebatedor menos produtivo da MLB nessa temporada, com aproveitamento pífio de .158 no bastão e sendo eliminado por strikeout em 35,9% das vezes. O se enorme declínio aos 32 anos pode estar associado a interrupção de um tratamento com a droga Adderall, um espécie de anfetamina pela qual Davis foi suspenso duas vezes em sua carreira. Enorme buraco negro no lineup e com um contrato milionário de sete anos, Davis foi recentemente colocado no banco pelo manager Buck Showalter, tendo pouquíssimas oportunidades no bastão nas semanas que antecederam o All-Star Game.  

Não se anime com...

Matt Duffy (3B R, Tampa Bay Rays)

Duffy tem sido um do melhores pontos do lineup dos Rays desde que retornou de lesão, com aproveitamento de .317 no bastão em 340 passagens nessa temporada. O problema para o rebatedor é que seu bom aproveitamento vem as custas de um BABIP inflado, o qual Duffy jamais se mostrou apto a manter durante a sua carreira, 37,5% das bolas que ele colocou em jogo viraram hits na primeira etapa da temporada, maior taxa entre os rebatedores com amostragem qualificada esse ano. Duffy ainda tem pouca energia, rebate muitas bolas no infield e não é tão rápido, devendo sofrer grande regressão na segunda metade da temporada, o que fará com que ele volte a ser um rebatedor abaixo da média. 

Não se desespere com...


Carlos Santana (1B S, Philadelphia Phillies)

Santana ainda consegue bastante walks o que o tornam produtivo mesmo com um aproveitamento de apenas .206 no bastão, o jogador historicamente melhora na segunda metade da temporada, tendo em sua carreira um aproveitamento de .262 nos jogos pós All-Star Game contra .234 nas partidas anteriores ao evento. Santana possui taxas de acordo com as postadas por ele nos últimos anos e parece ter sido vítima de azar até o momento, devendo se recuperar no restante da temporada. 
 


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