De Olho na MLB: Half-Season





11/07/2019

De Olho na MLB: Half-Season

Essa quinta-feira marca o início simbólico da segunda metade da temporada, então voltamos com a coluna que mostra os destaques, decepções e surpresas da temporada até aqui, além de atualizarmos o recorde de nosso especialista em baseball, Gustavo Zambrano

Nosso Especialista

Gustavo Zambrano

MLB – Temporada Regular 2019

Recorde: 81-78-4 (50%), -4,87und
ODD Média: 1.95
ROI%: -3%
ML: 55-58 (48%), -8,55und
Totais: 26-18-4 (59%), +5,68und
HC: 0-2 (0%), -2,00und

Especiais

Home Run Derby 2019: 1-6 (14%) -4,34und
All-Star Game 2019: 0-2 (0%), -2,00und

A temporada foi de altos e baixos até aqui, até o meio de junho estávamos +7,00und com um ROI% de 5,3, mas as semanas que antecederam o All-Star Game foram péssimas e o recorde caiu até -4,87und. O evento em si do All-Star Game também não foi bem sucedido, mas são apostas menores e com probabilidades de acerto mais baixas. O desempenho nos totais tem sido ótimo, com 59% de acerto, em parte porque os oddmakers ainda estão com dificuldades em ajustar para uma temporada que tem tido altos placares por conta da mudança na bola, já o desempenho em vencedores é o que coloca o recorde para baixo, com os valores não batendo com frequência, especialmente em apostas em underdogs. O baseball é um esporte com muita variância e -4und não é tão difícil de reverter, a segunda metade da temporada especialmente o final de julho e início de agosto costuma ter bons valores soltos nos cards.

Destaques 

Time: Los Angeles Dodgers (60-32 W/L) 

Após terem sido derrotados na World Series pelo 2° ano consecutivo, os Dodgers mantiveram a base e fazem outra grande temporada regular. O time possui um dos elencos mais fortes da Major League e domina a sessão de destaques dessa coluna, com Hyun-Jin Ryu sendo um forte candidato ao prêmio de Cy Young e Cody Bellinger ao prêmio de MVP. O bullpen é o único setor preocupante do time, mas Joe Kelly melhorou muito ao longo do último mês e é possível que a equipe busque reforços para o setor durante a trade deadline. Os Dodgers lideram a liga em aproveitamento, com 65,2% e também no diferencial de corridas, +129. 

Pitcher: Hyun-Jin Ryu (LHP, Los Angeles Dodgers)

Ryu já havia sido surpreendente em baixa amostragem no ano passado, com ERA 1.97 ao longo de 15 começos, mas o arremessador deu um passo à frente esse ano, se consolidando como uma ace legitimo. Ryu possui o menor ERA entre os arremessadores titulares qualificados e tem mostrado controle de elite, cedendo 0.83 walks a cada 9.0 IP, melhor marca da liga. O coreano de 32 anos foi o arremessador titular da Liga Nacional no All-Star Game disputado na última terça-feira e é forte candidato ao prêmio de Cy Young da Liga Nacional. 

Rebatedores: Cody Bellinger (1B/OF, L, Los Angeles Dodgers)

Bellinger não é só um dos maiores destaques da temporada até o momento, como também um dos jogadores que mais evoluíram. O outfielder dos Dodgers tem 5 home runs a mais do que na última temporada com 255 passagens no bastão a menos e cortou sua taxa de strikeouts de 23,9% na última temporada para 14,3% esse ano. Sua melhora não passa apenas pelo bastão, Bellinger evoluiu para um defensor de elite no campo direito, com 18 corridas salvas pela métrica de DRS nessa temporada.

Surpresas

Time: Minnesota Twins (56-33 W/L)

Antes do início da temporada, os Twins foram considerados a 2° força da AL Central, atrás dos Cleveland Indians, mas com um ataque que colocou números históricos na primeira metade do ano e uma rotação que tem contado com boas performances de: Jose Berrios, Jake Odorizzi e Kyle Gibson, a equipe dominou a divisão e mesmo com a queda de performance nas semanas que antecederam a pausa para o All-Star Game, ainda está 5,5 jogos à frente dos Indians. Dez jogadores do time possuem 10 ou mais home runs na temporada e o lineup praticamente não tem um ponto fraco. 

Pitcher: Mike Minor (LHP, Texas Rangers)

Depois de sofrer com muitas lesões na carreira, ser convertido a reliever e depois retornar como um arremessador de rotação, Minor tem tido uma de suas melhores temporadas, com ERA 2.54 ao longo de 117.0 IP. Minor não apresentou grandes ajustes nessa temporada, mas sua bola rápida tem sido ótima e o changeup também tem funcionado muito bem. O arremessador não permite muito contato forte e tem limitado hits, com rebatedores tendo um aproveitamento de apenas .218 contra ele. Em um ano onde muitos pitchers estão tendo problemas com home runs, Minor tem cedido média de 0.92 HRs a cada 9.0 IP. O arremessador porém, tende a cair de produção na segunda metade da temporada, já que parte de seu ERA tem sido sustentado por um LOB% 85,5, que não deve se manter à longo prazo. 

Rebatedores: Pete Alonso (1B, R, New York Mets)

Novato dos Mets e vencedor do Home Run Derby na última segunda-feira, Alonso tem tido uma grande temporada de estreia, com 30 home runs e linha de: 280/372/634 (AVG/OBP/SLG). Sua distribuição de rebatidas é excelente, ele tem feito um bom trabalho rebatendo quase todos os tipos de arremesso e realiza bastante contato forte. 31,9% dos flyballs rebatidos por Alonso viraram home runs até o momento, taxa que deve regredir no decorrer da temporada, mas mesmo que os home runs diminuam, Alonso ainda deve ser um rebatedor bastante sólido. 

Decepções 

Time: Boston Red Sox (49-41 W/L)

Os atuais campões possuem um recorde positivo nessa temporada e ainda estão na luta por uma das vagas do Wild Card, mas o time é uma decepção considerando que era esperado que brigassem pela liderança da divisão com os New York Yankees ou os Tampa Bay Rays. Mookle Betts não tem sido tão bom quanto no ano passado, Chris Sale teve problemas em seus primeiros jogos, Eduardo Rodriguez ainda é bastante instável e Rick Porcello segue em declínio, fatores que aliados a piora considerável do bullpen, fizeram dos Red Sox um time mais fraco esse ano. 

Pitcher: Noah Syndergaard (RHP, New York Mets)

Três anos atrás, Noah Syndergaard era um dos arremessadores mais dominantes do baseball, com um slider que ultrapassava as 90.0mph e com uma bola rápida que atingia em média 98.9mph. A bola rápida ainda possui uma velocidade respeitável, mas seu slider perdeu muita eficiência e sua taxa de strikeouts caiu bastante em relação aos seus melhores anos. Syndergaard não tem sofrido muito com home runs como grande parte dos arremessadores da liga esse ano, mas ele é hittable e tem tido problemas em situações com corredores em posição de anotar corridas. Mesmo que seu LOB% 67,0 sofra uma regressão positiva esperada, sua relação K/BB de 3.37 o coloca apenas como um arremessador de meio de rotação e não o ace para o qual era projetado. 

Rebatedor: Jose Ramirez (3B, S, Cleveland Indians)

MVP da Liga Americana na última temporada, Ramirez é de longe o jogador mais decepcionante desse ano. Em uma temporada onde os números de home runs subiram bastante, Ramirez tem apenas 7 home runs em 364 passagens no bastão, com linha de: 218/308/344 (AVG/OBP/SLG). Seu BABIP .234 é próximo ao que ele teve na última temporada, no que não parece que Ramirez venha tendo azar, seu principal problema é ter perdido potência, além de uma leve piora em BB/K. Ramirez tem números bastante parecidos com as da temporada de 2015, quando ainda não era um titular absoluto na equipe. 

Fique de Olho!

Cincinnati Reds (41-46 W/L)

Entrando na temporada, os Reds foram considerados uma equipe em ascensão e que poderia batalhar por uma vaga de Wild Card em uma forte divisão Central da Liga Nacional, mas um péssimo início de temporada fez com o que o time ficasse na última colocação da divisão por quase toda a primeira metade do ano. A equipe porém, é a única última colocada em sua divisão a possui um diferencial de corridas positivo, tendo inclusive, o 2° melhor diferencial de corridas entre os times da divisão Central, atrás apenas dos Chicago Cubs. Exceto pelo mau começo de temporada, onde o ataque teve péssima performance, os Reds ainda sofreram com um pouco de azar, tendo um recorde bem abaixo do merecido. O bullpen é forte, o ataque tem sido melhor ultimamente e a rotação possui um ressurgido Sonny Gray, além de um impressionante Luis Castillo. A equipe deve ter uma segunda metade de temporada bem melhor do que a primeira e mesmo a luta pela divisão não está descartada, já que os Reds estão apenas 4,5 jogos atrás dos líderes Chicago Cubs. Por terem o pior recorde de sua divisão, o time deve ser desvalorizado nas odds em muitos confrontos, sendo uma das melhores equipes para os apostadores acompanharem de perto a partir daqui, com tendência de serem um bom valor de aposta. 

Deixe de Lado! 

New York Yankees (57-31 W/L)  

Sim, os Yankees lideram a divisão East da Liga Americana e construíram seu recorde mesmo com os muitos problemas de lesões enfrentados pela equipe, no entanto, os Yankees também tiveram um pouco de sorte na construção do recorde atual, além de uma tabela fraca na primeira metade da temporada. Muitos querem apostar nos Yankees, especialmente quando eles estão bem, isso por si só, já os torna uma equipe que frequentemente é supervalorizada nas odds, junte isso a uma projeção de que o time cairá de produção daqui para frente e temos um time que não deve ser tão interessante como opção de aposta. 
 


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